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Grupos que negociavam acordo de paz decidiram suspender conversas e acusam tropas de desrespeitarem trégua; governo sírio nega violações

Síria está imersa em uma guerra civil desde 2011, quando protestos contra Bashar al-Assad ganharam força
Reprodução/Facebook Olympia Restaurant
Síria está imersa em uma guerra civil desde 2011, quando protestos contra Bashar al-Assad ganharam força

Grande parte dos grupos rebeldes da Síria que havia assinado um acordo de cessar-fogo nos combates anunciou o "congelamento das conversas" de paz devido a "violações" da trégua por parte de tropas do governo de Bashar al-Assad.

As negociações para um acordo permanente de paz na Síria estavam programadas para essa semana em Astana, no Cazaquistão. O cessar-fogo assinado após intermediação da Rússia, Turquia e Irã, estava em vigor desde o dia 30 de dezembro  e era um primeiro passo para que as partes pudessem tentar uma via diplomática para por fim ao conflito que completará seis anos em 2017.

Segundo os rebeldes, foi "respeitado o cessar-fogo em todo o território sírio, mas o regime e seus aliados não fizeram isso, com significativas violações nas regiões de Wadi Barada e Ghouta". As informações são da agência de notícias Ansa .

E, "mesmo com os contínuos pedidos formulados pelo garantidor do regime [a Rússia], tais violações continuaram, ameaçando a vida de centenas de milhares de pessoas", informaram em comunicado.

Autor de atentado terrorista que deixou 39 mortos em Istambul era do Quirguistão

O regime sírio negou que não tenha respeitado o acordo e disse que os ataques ocorreram em áreas que contam com a presença de grupos terroristas, como o Jabhat Fateh al-Sham, que foram excluídos do pacto.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos informou que combates na região noroeste de Damasco, a capital do país, continuam a ocorrer mesmo durante o cessar-fogo.

De acordo com a entidade, milícias libanesas do Hezbollah e forças do governo estão em confronto a apenas 15 quilômetros de distância do centro da cidade. Os ataques, que também ocorreram por vias aéreas, estão atingindo parte de um importante manancial de Damasco, deixando milhares de pessoas sem acesso à água potável.

Conflitos

A Síria está em meio a uma guerra civil desde meados de 2011, quando o regime do presidente Bashar al-Assad passou a ser alvo de uma série de protestos pró-democracia – eco da chamada Primavera Árabe.

Desde então, mais de 250 mil pessoas foram mortas em diversas regiões da Síria e mais de 10 milhões de sírios foram obrigados a deixar seus lares, de acordo com as Nações Unidas.

*Com informações da Ansa e da Agência Brasil