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Em fevereiro do último ano, uma célula do Estado Islâmico foi bloqueada em Marrocos pela produção de armas químicas

O ministro da Segurança da Grã-Bretanha, Ben Wallace, disse recentemente ao jornal britânico “The Sunday Times” que o Estado Islâmico (EI) pretende realizar ataques de grande escala com armas químicas no país europeu.

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"A ambição do Estado Islâmico , ou Daesh, é definitivamente realizar ataques em massa. Eles não tem nenhuma restrição moral para usar armas químicas contra a população e, se puderem, vão fazer isso em nosso país", afirmou ao jornal.

Por mais que não tenha sido verificado nenhum plano específico contra a Grã-Bretanha, Wallace afirmou que existem células do grupo terrorista com foco na fabricação de armas deste tipo. De acordo com o ministro, em fevereiro de 2016, as autoridades do Marrocos tomaram iniciativa para bloquear uma célula que estaria trabalhando na produção de substâncias destinadas à fabricação de “uma bomba ou um veneno mortal”.

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Além disso, Wallace também teme que, com o enfraquecimento do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, os britânicos que se identificaram com o grupo e foram a estes países lutar pelo “Califado” retornem ao Reino Unido.

"A grande preocupação é de que Mosul entre em colapso e de que todas as outras bases do EI caiam. Nós sabemos que há um número significativo lutando pelo grupo extremista na Síria. Eles provavelmente vão querer voltar para casa", disse o ministro. Atualmente, cerca de 800 cidadãos britânicos lutam ao lado dos terroristas.

Daesh

O Estado Islâmico, baseado em Raqqa, na Síria, e Mosul, no Iraque, passou a ser chamado de “Daesh” pela população da cidade síria quando estabeleceu a cidade como sua capital. O termo é uma abreviação para ‘al-Dawla al-Islamiya fil Iraq wa’al Sham’, nome utilizado pelo grupo antes de ser reduzido a Estado Islâmico.

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Além disso, os cidadãos usam a sigla como uma forma de ofender os terroristas uma vez que “Daesh” soa parecido a “Dahes”, palavra que significa “aquele que causa discórdia”. Não por acaso, o EI nega o nome e já ameaçou corta a língua de quem o utilizasse.

O governo francês passou a usar o termo depois dos ataques a Paris e ex-premiê britânico David Cameron,  também adotou o nome, afirmando que o Estado Islâmico não é um estado e não é islâmico e por isso não deveria ser chamado desta forma.

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