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Apesar de não ter confirmação de que a Inglaterra seria alvo do grupo terrorista, o ministro de Segurança acredita que o país pode ser atacado

Em fevereiro do último ano, uma célula do Estado Islâmico foi bloqueada em Marrocos pela produção de armas químicas
Wikimedia Commons
Em fevereiro do último ano, uma célula do Estado Islâmico foi bloqueada em Marrocos pela produção de armas químicas

O ministro da Segurança da Grã-Bretanha, Ben Wallace, disse recentemente ao jornal britânico “The Sunday Times” que o Estado Islâmico (EI) pretende realizar ataques de grande escala com armas químicas no país europeu.

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"A ambição do Estado Islâmico , ou Daesh, é definitivamente realizar ataques em massa. Eles não tem nenhuma restrição moral para usar armas químicas contra a população e, se puderem, vão fazer isso em nosso país", afirmou ao jornal.

Por mais que não tenha sido verificado nenhum plano específico contra a Grã-Bretanha, Wallace afirmou que existem células do grupo terrorista com foco na fabricação de armas deste tipo. De acordo com o ministro, em fevereiro de 2016, as autoridades do Marrocos tomaram iniciativa para bloquear uma célula que estaria trabalhando na produção de substâncias destinadas à fabricação de “uma bomba ou um veneno mortal”.

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Além disso, Wallace também teme que, com o enfraquecimento do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, os britânicos que se identificaram com o grupo e foram a estes países lutar pelo “Califado” retornem ao Reino Unido.

"A grande preocupação é de que Mosul entre em colapso e de que todas as outras bases do EI caiam. Nós sabemos que há um número significativo lutando pelo grupo extremista na Síria. Eles provavelmente vão querer voltar para casa", disse o ministro. Atualmente, cerca de 800 cidadãos britânicos lutam ao lado dos terroristas.

Daesh

O Estado Islâmico, baseado em Raqqa, na Síria, e Mosul, no Iraque, passou a ser chamado de “Daesh” pela população da cidade síria quando estabeleceu a cidade como sua capital. O termo é uma abreviação para ‘al-Dawla al-Islamiya fil Iraq wa’al Sham’, nome utilizado pelo grupo antes de ser reduzido a Estado Islâmico.

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Além disso, os cidadãos usam a sigla como uma forma de ofender os terroristas uma vez que “Daesh” soa parecido a “Dahes”, palavra que significa “aquele que causa discórdia”. Não por acaso, o EI nega o nome e já ameaçou corta a língua de quem o utilizasse.

O governo francês passou a usar o termo depois dos ataques a Paris e ex-premiê britânico David Cameron,  também adotou o nome, afirmando que o Estado Islâmico não é um estado e não é islâmico e por isso não deveria ser chamado desta forma.

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