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Em Paris, jornal satírico ainda vive sob proteção policial permanente 18 meses depois da invasão que matou 12 pessoas

Agência Brasil

Charlie Hebdo voltou a receber ameaças pelo Facebook e por cartas enviadas à redação
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Charlie Hebdo voltou a receber ameaças pelo Facebook e por cartas enviadas à redação


Palco de um ataque terrorista que matou 12 pessoas  em janeiro de 2015, o jornal satírico francês Charlie Hebdo voltou a ser alvo de ameaças. Segundo o diário Le Parisien, a direção do periódico – que vive sob proteção permanente da polícia – apresentou uma denúncia às autoridades após ter recebido mensagens que "dão a entender" a possibilidade de novas ações contra membros da redação.

De acordo com fontes próximas às investigações, as ameaças foram enviadas tanto pelo Facebook como diretamente à sede do jornal, conhecido no mundo inteiro por suas recorrentes charges do profeta Maomé, que já motivaram diversas ameaças aos seus jornalistas

No dia 7 de janeiro do ano passado, os irmãos Said e Chérif Kouachi invadiram a redação do Charlie Hebdo e assassinaram 11 pessoas, incluindo cinco cartunistas. Ao deixar o prédio, os terroristas ainda mataram a sangue frio um policial muçulmano, Ahmed Merabet, que estava deitado ferido na calçada.

Veja fotos de ato em memória das vítimas de Charlie Hebdo, em Paris: