
O desmatamento na Amazônia Legal teve a segunda menor área entre os meses de janeiro e agosto em oito anos, de acordo com os dados de monitoramento por imagens de satélite do Instituto do Homem e Meio Ambiente (Imazon). O índice registrado em 2026 aponta para 2.053 km² de área desmatada, 74% menor do que os 7.943 km² registrados em 2022.
O instituto ainda pontua que os estados que mais desmataram, entre janeiro e agosto, somam 83% da derrubada identificada na região. São eles: Pará, Mato Grosso e Amazonas.
Terras Indígenas
Mais da metade dos territórios indígenas monitorados no Brasil não apontou derrubadas no período estudado. Segundo o monitoramento, trata-se de 246 terras indígenas sem desmatamento, enquanto 145 tiveram desmatamento acima ou menor que 1 km². Foram 32,25 km² de área atingida no total, o que corresponde a 1,6% de toda a derrubada registrada na Amazônia.
Segundo a instituição, a meta brasileira de desmatamento zero em 2030 pode ser alcançada primeiro nas terras indígenas, que já apresentam baixos índices de perda de vegetação.
Degradação florestal
O monitoramento considera a definição para desmatamento florestal como sendo a remoção completa da vegetação. Enquanto a degradação florestal, é o dano causado pelo fogo e pela extração madeireira.
A área degradada no período entre janeiro e agosto de 2026 foi de 779 kmª, o que significa uma queda de 72% em relação ao mesmo período em 2025, que registrou 2.74 km².