Grandes cidades enfrentaram condições climáticas inéditas
Agencia Brasil/reprodução
Grandes cidades enfrentaram condições climáticas inéditas

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (18), (Organização Meteorológica Mundial), ligada à ONU, consta que 4 indicadores-chave de mudanças climáticas bateram recorde histórico em 2021. Os indicadores são: concentrações de gases de efeito estufa, aumento do nível do mar, calor oceânico e acidificação oceânica.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, aproveitou a divulgação do levantamento para pedir ações urgentes. Segundo o representante, o mundo deve tomar medidas ainda nesta década para evitar mais impactos climáticos e manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C até meados do século.

O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) da ONU publicou, em 4 de abril, um documento que indica já existirem ferramentas e conhecimento para limitar o aquecimento global.

Guterres afirmou que é preciso promover a transição para as energias renováveis. Ele propôs medidas como ampliação do acesso à tecnologia e suprimentos de energia renovável, a triplicação dos investimentos privados e públicos em energias renováveis ​​e o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis.

“As energias renováveis ​​são o único caminho para a segurança energética real, preços de energia estáveis ​​e oportunidades de emprego sustentáveis”, disse.

O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, afirmou que “o calor retido pelos gases de efeito estufa induzidos pelo homem aquecerá o planeta por muitas gerações”.

De acordo com Taalas, “a elevação do nível do mar, o calor dos oceanos e a acidificação continuarão por centenas de anos”, a menos que sejam inventados meios para remover o carbono da atmosfera.

Taalas ressaltou, ainda, que é questão de tempo até o mundo registrar mais um ano com temperaturas recordes. No documento, a OMM citou as ondas de calor extremos na América do Norte, com temperaturas que rondam os 50ºC.

“Algumas geleiras chegaram ao ponto de não retorno e isso terá repercussões de longo prazo em um mundo em que mais de 2 bilhões de pessoas já sofrem de crises hídricas”, falou.

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