Flagrante de desmatamento pela polícia ambiental
Alex Ribeiro/Ag.Pará
Flagrante de desmatamento pela polícia ambiental

A Amazônia bateu novo recorde mensal de desmatamento com uma alta de 43% em abril deste ano em comparação com o mesmo mês de 2020, mostram dados do Deter, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). De acordo com as informações, esse foi o pior abril da série histórica atual, que tem início em 2015.

Em abril, os alertas de desmatamento do Deter totalizaram mais de 580 km² de destruição na floresta. No mesmo mês do ano passado, a área registrada foi de cerca de 406 km² de desmate. Apesar do recorde, os números de abril deste ano ainda devem crescer. Isso deve acontecer por conta dos dados de desmate apresentados irem até o dia 29.

O recorde anterior para o mês pertencia a 2018, com 489 km² desmatados. O ano viu uma significativa explosão no desmate. Março deste ano, porém, já tinha registrado recorde, com mais de 367 km² de desmatamento.

Os meses a seguir costumam ter níveis de desmate superiores, por causa do início do período seco na floresta, que facilita a derrubada de árvores e as queimadas. 

Os dados do Deter têm a função de ajudar órgãos de fiscalização ambiental em ações de combate a crimes ambientes, mas também podem ser usados para observar o avanço do desmatamento no bioma.

O crescimento no desmate têm ocorrido apesar da presença militares na Amazônia pela Operação Verde Brasil 2, destinada especificamente a combate a crimes ambientais e que terminou no fim de abril.

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