Amazônia tem novo recorde de desmatamento em março de 2021
Agência Brasil
Amazônia tem novo recorde de desmatamento em março de 2021

Março de 2021 registrou recorde de alertas de  desmatamento na Amazônia na série histórica do Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), sistema de vigilância do Inpe implementado desde 2015.

Ao menos 367 km² de floresta foram perdidos , o que significa um aumento de 12,5% em relação a março de 2020.

Na série histórica, que considera os dados das temporadas desde 2015 , o mês de março com maior devastação verificada pelos satélites foi em 356 km² no período 2017/2018.

O crescimento de março se deu após duas quedas sucessivas, em janeiro e fevereiro. No primeiro mês de 2021, inclusive, houve uma redução de 70% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foram compilados pelo Ministério da Defesa . Foram 86 km² de alertas, contra 284 km² em 2020. Em 2018 e 2019, foram 183 km² e 136 km², respectivamente.

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Em nota, o Greenpeace alerta que o aumento de 12,5% na medições ocorreu mesmo com uma cobertura de nuvens superior, que pode ter dificultado a leitura dos radares do Deter.

— O que já é ruim pode piorar, com Ricardo Salles trabalhando contra o meio ambiente e o Congresso Nacional trabalhando para legalizar grilagem, flexibilizar o licenciamento ambiental e abrir terras indígenas para mineração, o desmatamento tende a continuar em alta - afirma Cristiane Mazzetti, Gestora Ambiental do Greenpeace.

O Greenpeace afirma ainda que o atual governo é responsável por um "aumento histórico do desmatamento com taxas anuais não observadas desde 2008, com 9% de aumento em 2020 comparado ao ano de 2019". A organização ainda lembra a paralisação do Fundo Amazônia e corte de recursos para a proteção do meio ambiente, como verificado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2021.

A entidade aponta ainda que grandes polígonos de desmatamento têm sido cada vez mais observados nas imagens de satélite, com áreas de até 5 mil hectares.

— Voltamos à era dos grandes desmatamentos e em meio a medidas que promovem o desmatamento na Amazônia e premiam os criminosos, o Deter de março é mais um motivo para que o governo Biden não assine um “cheque em branco” com o governo de Bolsonaro — completa Mazzetti.

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