Sede da OMS na Suécia
Reprodução
Sede da OMS na Suécia

A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) , Soumya Swaminathan, afimou nesta quarta(14), que a maior parte da população terá de esperar provavelmente até 2022 para serem vacinadas contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Ainda segundo a entidade, a prioridade  na vacinação é para os profissionais da saúde que atuam na linha de frente, idosos e pessoas em grupo de risco . Após, o restante da população terá acesso.

“As pessoas tendem a pensar ‘no dia 1º de janeiro, a gente vai tomar a vacina e aí vai voltar ao normal’. Não vai funcionar assim porque nunca ninguém produziu vacinas neste volume”, destacou Soumya, em uma coletiva dada nesta quarta.

A OMS insiste que não há capacidade para produzir dose para 100% da população mundial, estimada em 7,8 bilhões , em pouco menos de 1 ano.

O discurso da cientista-chefe tem também como objetivo frear o relaxamento das medidas de distanciamento social ao redor do mundo. A Europa , por exemplo, vê seus países membros decretando toques de recolher e aumento do número de casos e mortes, o que demonstra estar tendo uma segunda onda do vírus no continente.

A esperança da OMS é que com mais informação sobre a Covid-19, as taxas de mortalidade sejam menores do que as vistas no primeiro pico da doença, nos meses de Março e Abril, outro ponto é de agora as estatísticas indicam que a população mais jovem vem sendo atingida pelo vírus.

A Diretora técnica da Organização, Maria Van Kerkhove pediu compreensão e empatia da população mais jovem:

“Não teremos doses suficientes para vacinar os mais vulneráveis em todos os países e isso é muito crítico. As pessoas precisam entender isso individualmente e dizer: ‘eu sou uma pessoa jovem, eu não tenho nenhuma condição pré-existente, então posso esperar meus avós tomarem a vacina”, afirmou Maria van Kerkhove.

    Veja Também

      Mostrar mais