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Ministério da Saúde anunciou que vai investigar os casos de microcefalia e outros tipos de malformação um ano após anúncio do surto do vírus no País

Dados mais recentes da pasta apontam 11.119 notificações de microcefalia em todo o país desde novembro do ano passado
Sumaia Villela/ Agência Brasil 09.04.2016
Dados mais recentes da pasta apontam 11.119 notificações de microcefalia em todo o país desde novembro do ano passado

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (18) que vai passar a acompanhar até os três anos de idade os bebês cujas mães foram infectadas pelo zika vírus durante a gravidez, mesmo que as crianças não apresentem sintomas após o nascimento. A pasta quer investigar os casos de microcefalia e outros tipos de malformação.

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Outra mudança anunciada foi em relação ao número de ultrassonografias que as gestantes devem fazer durante o pré-natal, que passou de uma para duas. O objetivo é identificar alterações neurológicas pela zika no feto. Além do exame realizado no primeiro trimestre, ele passa a ser repetido por volta do sétimo mês de gravidez. Os repasses para esse atendimento, segundo o ministério, serão de R$ 52,6 milhões.

As medidas foram anunciadas um ano após ser declarada emergência nacional por conta do aumento de casos de microcefalia no País. “Foi um ano de aprendizado e acúmulo de conhecimento. O Brasil acumula 25% de todo o conhecimento, das pesquisas desenvolvidas em todo o mundo”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

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Além da microcefalia, foram identificadas malformações como problemas na visão, na audição ou nos membros, lembrou o ministro. As alterações podem ser observadas ao longo dos três primeiros anos de vida da criança.

Notificações

A partir da agora, além dos casos de anomalias relacionadas ao vírus, confirmação da infecção, descartes dos casos e identificações prováveis, o ministério também vai passar a incorporar casos inconclusivos por conta de resultados laboratoriais indefinidos e casos de recusa da investigação.

Dados mais recentes da pasta apontam 11.119 notificações de microcefalia em todo o país desde novembro do ano passado, sendo que 60% foram registradas na Região Nordeste. Do total, 2.143 casos foram confirmados para microcefalia associada à zika – 78% deles no Nordeste.

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Assistência

De acordo com o ministério, a rede de reabilitação vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) conta atualmente com 1.541 serviços, sendo 147 Centros Especializados em Reabilitação (que trabalham com a estimulação precoce e a reabilitação de bebês), 4.375 Núcleos de Apoio à Saúde da Família e 2.338 Centros de Apoio Psicossocial.

*Com informações da Agência Brasil

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