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Além dessas, outras 53 mortes também poderiam ter sido relacionadas ao vírus, mas não conseguiram ter sua causa comprovada; saiba mais

Mais de 3 mil casos de alterações no crescimento e desenvolvimento possivelmente estão relacionadas à infecção pelo vírus da zika
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Mais de 3 mil casos de alterações no crescimento e desenvolvimento possivelmente estão relacionadas à infecção pelo vírus da zika

Desde novembro de 2015, quando o Ministério da Saúde iniciou as investigações entre o vírus da zika e anomalias em fetos, pelo menos 327 crianças tiveram suas mortes relacionadas ao vírus.

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Outras 53 mortes foram classificadas como “prováveis”, por não ser possível realizar testes mais precisos. Entre os óbitos ligados ao vírus da zika , estão crianças que primeiro desenvolveram a anomalia, mas não resistiram com o passar do tempo.

Até maio deste ano, há confirmação de 3.194 casos de alterações no crescimento e desenvolvimento possivelmente relacionadas à infecção pelo vírus da doença e outras origens infecciosas. Há ainda 156 mortes por zika em processo de apuração.

De janeiro a 9 de junho deste ano, foram registrados 4.571 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 66,3% em relação ao mesmo período de 2017 (13.558). Segundo os dados do Ministério da Saúde, houve uma morte confirmada neste período e 156 estão em processo de investigação.

O Sudeste apresentou o maior número de casos (1.491), seguido pelas regiões Nordeste (1.187), Centro-Oeste (1.153), Norte (709) e Sul (31). Os cinco estados com maior número de casos notificados são Pernambuco (16,7%), Bahia (16,1%), São Paulo (9,4%), Paraíba (7,1%) e Rio de Janeiro (7,1%).

Situação do vírus da zika no Brasil

Desde 2015, dos casos com investigação concluída, 7.286 foram descartados; 3.194, confirmados; 506, classificados como prováveis para relação com infecção congênita durante a gestação; e 360, inconclusivos.

O vírus Zika apareceu em 2015 e trouxe de volta para o centro do debate um velho inimigo da saúde pública no país: o mosquito Aedes aegypti . Antes conhecido como mosquito da dengue, ele passou a ser ainda mais temido após a descoberta de que também transmite o Zika.

Surtos de dengue, zika e chikungunya

Em junho, uma pesquisa feita com o apoio do Ministério da Saúde apontou que novos surtos de dengue, zika e chikungunya estão previstos em mais de mil cidades do Brasil . Essa é a previsão do novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). Segundo a análise, 1.153 municípios apresentaram um alto índice de infestação, o que preocupou as autoridades.

A pasta alerta sobre a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti , mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, mesmo durante o outono e inverno, em todo o País.

Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. Para saber quais cidades podem ter surtos clique aqui.

“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto.

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Segundo o secretário, a continuidade das ações é importante para manter baixos os índices de infestação e infecção pelo vírus da zika , dengue e chikungunya, justamente para quando chegar a época de maior proliferação. “Assim será possível manter a redução do número de casos”, explicou o secretário.

*Com informações da Agência Brasil