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Outros 1.139 municípios estão em estado de alerta para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti; informações são do levantamento feito pelo Ministério da Saúde, que avaliou mais de 3 mil cidades brasileiras

Número de casos de dengue, zika e chikungunya diminuíram neste ano em comparação com os índices de 2016
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Número de casos de dengue, zika e chikungunya diminuíram neste ano em comparação com os índices de 2016

O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (28) os dados do novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), que aponta o risco de surto de dengue, zika e chikungunya em 357 municípios brasileiros.

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Para ser considerada uma área de risco, a cidade precisava registrar mais de 9% das casas visitadas com larvas do mosquito. Popularmente chamado de “Mapa da dengue ”, o estudo avaliou 3.946 municípios. Destes, 1.139 apresentaram índice de infestação do Aedes aegypti entre 1% a 3,9%, que representa estado de alerta.

Entre as 17 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, estão com índices satisfatórios os municípios de Macapá (AP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Palmas (TO).

As capitais com índices em estado de alerta são: Maceió (AL), Manaus (AM), Salvador (BA), Vitória (ES), Recife (PE), Natal (RN), Porto Velho (RO), Aracajú (SE) e São Luis (MA).  Já as cidades Belém (PA), Boa Vista (RR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Brasília (DF) e Rio Branco (AC) não informaram os dados ao Ministério da Saúde.

O objetivo do LIRAa é fazer uma análise para que os municípios tenham melhores condições de elaborar o planejamento das ações de combate e controle do mosquito. “É necessária uma visão global da situação, por isso o levantamento tem papel essencial nas decisões nacionais, mas principalmente locais, porque o levantamento traz detalhes de focos de mosquito por bairros e com isso o gestor pode prever ações efetivas de controle da proliferação do mosquito”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante.

“O enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti é prioridade do Governo Federal, por isso definimos um dia de mobilização, a Sexta Sem Mosquito, quando mobilizaremos ministros de estado e autoridades locais para estarem em todos os estados do país chamando a atenção da população para a importância de combater o mosquito”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, em Brasília.

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O principal tipo de criadouro encontrado nas cidades do Nordeste e Centro-Oeste foi o armazenamento de água no nível do solo (doméstico), feito com o uso de tonel, barril e tina. Nas regiões Norte e Sul os focos do mosquito se concentravam no lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Já na região Sudeste, os depósitos móveis, caracterizados por vasos, frascos com água, pratos e garrafas retornáveis abrigavam criadouros do Aedes aegypti.

Boletim epidemiológico

Até 11 de novembro de 2017, cerca de 240 mil casos prováveis de dengue foram detectados em todo o país. O dado demonstra uma redução de 83,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em relação aos possíveis casos de chikungunya, foram mais de 184 mil casos neste ano, com taxa de incidência de 89,5 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Sobre os casos de zika, foram registradas pouco mais de 16 mil suspeitas, o que representa uma queda de 92,1% em relação a 2016. A taxa de incidência passou de 103,9 em 2016 para 8,2 neste ano.

Já quando se fala nos número de óbitos, também houve queda significativa de 82,4%, reduzindo de 694 óbitos por dengue em 2016 para 122 em 2017. Em relação às mortes por chikungunya neste ano, foram confirmados laboratorialmente 149 óbitos. No mesmo período do ano passado, foram 211 mortes confirmadas, uma redução de 29,4%.

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