
Os candidatos ao governo do Pará apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral para poderem concorrer às eleições de 2026, como manda a legislação brasileira. Entre as propostas, sugeriram medidas para a geração de emprego.
O iG analisou os planos de governo anexados pelos candidatos e que estão disponíveis no DivulgaCandContas, portal de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confira abaixo as principais prioridades que cada um elencou para a área.
Araceli (PSOL)
- Criação de salário mínimo regional de R$ 2.200.
- Recomposição anual dos salários dos servidores estaduais.
- Realização de concursos públicos para suprir necessidades de pessoal.
- Cumprimento das cotas para pessoas negras, indígenas e com deficiência nos concursos estaduais.
- Apoio aos trabalhadores de plataformas, com criação de pontos de apoio nos centros urbanos.
- Criação de linhas de crédito com juros baixos para trabalhadores de aplicativos.
- Criação de aplicativos públicos de transporte de passageiros.
- Implantação da escala 5x2, sem redução salarial, para empregados terceirizados da administração estadual.
- Incentivo à agricultura familiar, inclusive com prioridade nas compras públicas.
- Medidas para aumentar o poder de compra dos trabalhadores e movimentar o comércio por meio do salário mínimo regional.
- Desenvolvimento territorial do Marajó, com ações voltadas à redução da pobreza e à geração de oportunidades.
- Propostas de apoio à atividade econômica por meio da expansão de serviços públicos e investimentos estaduais.
Dr. Daniel (Podemos)
- Industrialização das riquezas naturais do Pará.
- Agregação de valor à produção local para ampliar a geração de emprego e renda.
- Incentivo aos investimentos no Estado.
- Criação de condições de segurança jurídica para atrair empresas.
- Fortalecimento da bioeconomia como atividade econômica.
- Desenvolvimento de cadeias produtivas ligadas aos recursos naturais do Estado.
- Ampliação da logística e da infraestrutura para estimular investimentos e atividades produtivas.
- Expansão da conectividade como instrumento de desenvolvimento econômico.
- Incentivo à qualificação profissional e à formação de mão de obra.
- Desenvolvimento econômico regionalizado, com maior presença do Estado no interior.
- Uso da ciência, tecnologia e inovação para estimular novas atividades econômicas.
Gal Leite (UP)
- Criação de frentes emergenciais de trabalho.
- Implantação de um programa estadual de emprego e obras públicas.
- Contratação direta de trabalhadores para construção de moradias, escolas, hospitais e creches.
- Geração de empregos em obras de saneamento e infraestrutura urbana.
- Recuperação ambiental como fonte de geração de empregos públicos, cooperativos e comunitários.
- Fortalecimento do turismo ecológico e sustentável, com prioridade aos trabalhadores locais.
- Fortalecimento da agricultura familiar e da agroecologia.
- Ampliação de assistência técnica, crédito, infraestrutura e compras públicas para agricultores familiares.
- Criação de políticas de empregabilidade para a população LGBTIA+.
- Capacitação profissional e técnica e garantia de primeiro emprego para pessoas LGBTIA+.
- Ações específicas de empregabilidade para pessoas trans, travestis e não binárias.
- Criação de cursos e oficinas gratuitos de qualificação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade.
- Ampliação de cursos e vagas do Qualifica Pará para mulheres em situação de vulnerabilidade.
- Realização de concursos públicos para recompor o quadro de servidores.
- Substituição gradual de terceirizações por contratações diretas no serviço público.
- Reestatização de empresas privatizadas e ampliação da atuação do Estado na economia.
Hana Ghassan (MDB)
- Desenvolvimento regional de acordo com as vocações econômicas de cada território.
- Atração de investimentos para ampliar oportunidades de trabalho e geração de renda.
- Aproximação entre escolas, ensino superior e mercado de trabalho.
- Formação profissional alinhada às vocações econômicas de cada região.
- Ampliação da plataforma estadual de oportunidades profissionais, conectando trabalhadores qualificados a empresas.
- Incentivo ao empreendedorismo e aos pequenos negócios.
- Fortalecimento das cadeias produtivas regionais.
- Verticalização da produção mineral, com beneficiamento dos minérios dentro do Estado.
- Atração de investimentos para transformar recursos minerais em produtos de maior valor agregado.
- Qualificação de trabalhadores para as novas atividades econômicas.
- Ampliação da infraestrutura logística e portuária para atrair investimentos e fortalecer a produção.
- Implantação de programa de estágio remunerado, com bolsa e qualificação profissional para estudantes.
- Programa Primeira Oportunidade para jovens de 16 a 29 anos.
- Incentivo à economia criativa, ao turismo e à inovação como atividades geradoras de emprego e renda.
- Desenvolvimento da ciência, tecnologia e inteligência artificial como áreas estratégicas da economia.
Ruth Reis (Democrata)
- Meta de criar 200 mil empregos formais até 2030.
- Implantação do InvestPará 2.0, com atração de empresas e contrapartidas para processamento local de matérias-primas.
- Exigência de contratação de pelo menos 80% de mão de obra local por empresas beneficiadas.
- Revisão de incentivos fiscais, condicionando benefícios à geração comprovada de empregos locais, industrialização e preservação ambiental.
- Redução da alíquota geral do ICMS de 19% para 15%, como medida de estímulo aos investimentos.
- Ampliação do limite estadual de faturamento para pequenas e médias empresas enquadradas no Simples Nacional.
- Linhas de crédito do Banpará com juros reduzidos para micro e pequenos empreendedores.
- Criação de fundo de aval público para facilitar o acesso de microempreendedores ao crédito.
- Fortalecimento da industrialização local.
- Incentivo à mineração com maior agregação de valor dentro do Estado.
- Parcerias com Senai, Senac, Senar, Sebrae e IFPA para qualificação profissional.
- Formação profissional alinhada às vocações econômicas de cada região.
- Medidas para facilitar a inserção de jovens no mercado de trabalho.
- Uso da infraestrutura e da logística como instrumentos de atração de investimentos e geração de empregos.
Well Macedo (PSTU)
- Fim da escala 6x1, sem redução de salários e direitos.
- Redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem redução salarial.
- Aumento de 100% do salário mínimo, com objetivo de aproximá-lo do valor calculado pelo Dieese.
- Criação de bolsa equivalente a um salário mínimo para trabalhadores desempregados enquanto não houver pleno emprego.
- Criação de um plano estadual de obras públicas voltado à geração de empregos.
- Obras de infraestrutura ambiental, saneamento, habitação e urbanização como instrumentos de geração de trabalho e renda.
- Reconhecimento do vínculo empregatício de trabalhadores de aplicativos.
- Garantia de direitos trabalhistas e previdenciários para motoristas e entregadores.
- Piso salarial para trabalhadores de plataformas.
- Fiscalização pública das condições de trabalho nas plataformas digitais.
- Reestatização de empresas e setores considerados estratégicos.
- Criação de empregos públicos na recuperação de áreas degradadas, nascentes e bacias hidrográficas.
- Apoio financeiro e técnico à agricultura familiar e à agroecologia.
- Garantia de emprego, direitos e alternativas econômicas para trabalhadores de atividades ambientalmente destrutivas durante a transição ecológica.
- Construção e modernização de escolas técnicas públicas para ampliar a formação profissional.
- Ampliação da qualificação de jovens e criação de estágio remunerado.
- Turismo como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.