Você já usou alguma vez esta frase: “dá para pegar aquela coisa ali pra mim, por favor”? Ou seria “ cousa ”? Não se engane: a grafia correta é “ coisa ”. “A forma ‘cousa’ era utilizada em português arcaico, mas caiu em desuso a partir do século XVI, durante o período do Renascimento e da evolução da língua portuguesa moderna” explica o professor Luiz Fernando Schibelbain, Líder de Bilíngue e Soft Skills da School of Schools Soluções Educacionais.
Vem do latim
E de onde surgiu a palavra “coisa”? Segundo o professor Luiz, o termo vem do latim “causa”, que originalmente significava “motivo”. Ao longo do tempo, passou a ser usado com significado mais amplo e genérico, referindo-se a qualquer objeto, assunto ou situação. Ou seja, você pode usar “coisa” para tudo!
Mas atenção ao uso dessa palavra em redações!
Você já usou alguma vez a palavra “coisa” em redações? Como ela tem um sentindo muito amplo – ou seja pode se referir a objetos ou assuntos indefinidos – o ideal é ser evitada. “Para você escrever uma boa redação , prefira sempre escrever termos mais específicos”, aconselha o docente Luiz.
+ Redação: termos e expressões que você não deve usar
Exemplos no dia a dia
Dê uma olhadinha nessas frases abaixo:
- Ele sempre esquece alguma coisa em casa.
- Essa coisa não funciona como deveria.
- Coisas importantes devem ser feitas com cuidado.
- A coisa mais importante é estar junto da família.
Músicas também têm “coisas”
Como você percebeu, “coisa” pode ser qualquer coisa. Escritores, poetas e autores de músicas aproveitaram seu significado “indefinido” para criar conotações poéticas ao termo. E surgiram textos belíssimos. É o caso de duas canções famosas da MPB.
Veja alguns trechos aqui.
“Águas de março” , de Tom Jobim
“[…] É o pé, é o chão, é a marcha estradeira,
Passarinho na mão, pedra de atiradeira,
É uma ave no céu, é uma ave no chão,
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão,
É o fundo do poço, é o fim do caminho,
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho,
É uma coisa que cai, é uma coisa que passa,
É uma coisa que sai e nunca volta…”
“Garota de Ipanema” , de Vinícius de Moraes
“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
É ela, menina, que vem e que passa
Num doce balanço a caminho do mar
Moça do corpo dourado, do Sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar”
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