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Docentes participaram do segundo dia de prova neste domingo (10), que teve questões de ciências da natureza e exatas; alunos já começaram a sair

Candidatos fazendo a prova do Enem arrow-options
EBC
Professores também participaram do segundo dia de prova

Professores inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que fizeram a avaliação do segundo dia de provas avaliaram que os conteúdos de biologia e física deste ano foram mais fáceis do que nas edições anteriores. A prova de matemática , por sua vez, se mostrou mais extensa e complexa, exigindo que os alunos passem mais tempo em cada questão.

O professor de química do pré-vestibular Descomplica Allan Rodrigues afirma que caíram questões clássicas de eletroquímica, termoquímica e estequiometria. Houve ainda algumas surpresas, como questões de modelo atômico, conteúdo que não costuma cair.

Além disso, apenas duas questões exigiam que o aluno fizesse contas. "Em relação ao ano passado, essa prova estava mais tranquila. Na minha opinião, como não cobrou tanta conta, a prova de química acabou ficando mais fácil. A única surpresa que teve foram mesmo as questões de modelo atômico."

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Marcus Aurélio, professor de Química do COC Atibaia, as questões da disciplina estavam mais fáceis do que nas edições anteriores do Enem. Aurélio destacou a cobrança de temas ambientais, como a formação do solo.

"Não houve questões capciosas ou polêmicas, e poucas remetiam a outras matérias, como a geografia. O aluno que soube interpretar as questões pode ter um bom desempenho", analisa o docente.

Na avaliação do professor Luiz Edgar, apesar de conteudistas, as questões deste ano estavam "bem tranquilas". Para ele, o nível de dificuldade estava equilibrado, sem alteração significativa em comparação com os outros anos.

"A prova incluiu questões sobre química orgânica, com perguntas relacionadas a assuntos ambientais, eletroquímica e estequiometria, que envolve cálculos. Também houve perguntas envolvendo situações cotidianos, como uma que abordou a correção de acidez do solo", explica Luis Edgar.

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Luiz Edgar que também teve questões interpretativas, como uma sobre compostos orgânicos. "Você tinha que justificar a semelhança que alguns compostos apresentavam que daria determinada característica aos corantes. Não tinha uma base científica tão significativa para chegar a uma resposta correta. Era mais por exclusão mesmo."

Matemática ficou mais difícil

Já no caso de Matemática, o professor Felipe Freire, do Sistema SOC de Ensino, avalia que a cobrança superou a dos anos anteriores. As questões ficaram, na sua avaliação, mais complexas. "O conteúdo foi muito extenso, e a prova cobrou muita coisa que não havia sido cobrada antes. Caíram duas questões de logaritmo, que não se cobra tanto. Em geometria espacial, houve uma cobrança de cilindro. Também caíram muitas questões de conversão de medidas também caiu muito, inclusive de pés, que não é uma medidas nacional", relata Freire.

No caso das perguntas de biologia, a professora Brunna Coelho, também do Sistema COC, disse que não houve surpresa na prova de Biologia desse ano. Segundo ela, a avaliação manteve o padrão de edições anteriores, com conteúdos que já eram esperados pelos estudantes como ecologia, meio ambiente e genética.

"Tinha uma questão de sobre sistema excretores, que cai todo ano, por exemplo. Outro ponto interessante foram as questões que conversavam com conteúdos da química, uma era sobre PH e outra sobre impermeabilidade de membrana", contou a docente.

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A docente destacou que havia uma questão sobre imunologia, acerca do desenvolvimento de vacinas e ressaltou a inclusão de perguntas sobre o descarte correto de medicamentos, o que mostra que foram cobrados conteúdos diversos da disciplina.

"De maneira geral, sem surpresas. Acho até que a prova estava um pouquinho mais fácil do que no ano passado. Quem estudou vai se dar bem, certeza", avaliou a professora.

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