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Deputada foi chamada à pauta porque muitos consideram que o pedido do MEC possa ser considerado crime de responsabilidade – mesmo crime que fundamentou o pedido de impeachment de Dilma, do qual Janaina é coautora

'Ministro, contrate urgentemente um assessor jurídico', escreveu Janaina Paschoal, em seu Twitter
Reprodução/ Facebook
'Ministro, contrate urgentemente um assessor jurídico', escreveu Janaina Paschoal, em seu Twitter

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) criticou o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pelo e-mail enviado a escolas de todo o País, com orientação para que alunos fossem filmados cantando o hino nacional, depois de ouvirem o slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro, "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

“Ministro, contrate urgentemente um assessor jurídico, especialista em ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, escreveu Janaina Paschoal nesta terça no Twitter. “Não se pode sair filmando as crianças (isso vale para os amantes de face, insta, etc). Ademais, primeiro realize algo concreto e os elogios virão naturalmente.”

A carta também gerou repercussão na Câmara. O deputado federal Marcelo Freixo (Psol-RJ) gravou um vídeo informando que vai denunciar Vélez Rodríguez pelo crime de responsabilidade. Segundo o parlamentar, é inadmissível que um slogan usado por Bolsonaro seja lido por diretores em escolas.

“Estamos denunciando o ministro da Educação , Ricardo Velez, por crime de responsabilidade. Ele orientou diretores de escolas a lerem na volta às aulas carta do ministério com a mensagem "Brasil acima de tu Deus acima de todos", slogan de Bolsonaro. Isso é inadmissível!”, escreveu o parlamentar em seu Twitter. 

Ao rebater comentários sobre a questão do crime de responsabilidade – assim como a acusação que fundamentou o pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) e da qual Janaina foi coautora – a deputada diz que a mensagem enviada pelo MEC é “surreal”, mas que ela está se divertindo com a repercussão.

"Estou me divertindo, vendo a moçada, que vive bradando que o impeachment (de Dilma) foi golpe, tentar transformar um e-mail do Ministro da Educação em crime de responsabilidade. É verdade que o e-mail foi surreal, mas esse pessoal não enxerga o ridículo da desproporção das próprias reações", disse Janaina Paschoal .

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