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Outras quatro instituições de ensino brasileiras também estão no top 10 de revista britânica; levantamento analisa 129 universidades de dez países

Universidade Estadual de Campinas lidera o ranking que aponta as dez melhores universidades da América Latina
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Universidade Estadual de Campinas lidera o ranking que aponta as dez melhores universidades da América Latina

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lidera o ranking da revista britânica Times Higher Education (The) como a melhor da América Latina. Em segundo lugar está a Universidade de São Paulo (USP). Outras quatro instituições brasileiras aparecem entre as dez melhores universidades da região.

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Instituições do Chile, México e Colômbia também aparecem entre as dez melhores universidades da América Latina. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) é única universidade particular do Brasil no top 10 do ranking.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ocupa a quarta posição, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) é a sétima, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a nona e a décima é a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Esta é a terceira edição da Times Higher Education Latin America. Na primeira, organizada em 2016, a Unicamp ocupou a segunda colocação. Nas demais, assumiu a ponta na tabela.

O resultado do ranking foi recebido com satisfação pelo reitor Marcelo Knobel. “É muito bom notar que as outras duas universidades públicas paulistas, USP [segunda colocada] e Unesp [11ª posição], estão muito bem classificadas, o que mostra a força do ensino público e da educação de qualidade. A liderança da Unicamp é resultado do trabalho que toda a comunidade universitária vem fazendo de maneira estruturada, há muito tempo”, considerou.

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Levantamento internacional

O levantamento analisa 129 universidades de dez países da América Latina . O Brasil tem 43 universidades listadas. Depois do Brasil, o Chile foi o país com mais instituições citadas, com 26, seguido pelo México (22), Colômbia (19) e Argentina (7). Nesta edição, o ranking incluiu pela primeira vez uma instituição jamaicana, a Universidade das Índias Ocidentais, que ficou na 37ª posição.

Entre os critérios de avaliação, são levados em conta a qualidade do ensino e da pesquisa, publicações de artigos científicos, transferência de tecnologia ao setor produtivo, além do perfil internacional das universidades. Para tanto, são coletados dados como o número de publicações científicas, nacionalidades presentes na comunidade universitária, orçamento, recursos destinados à pesquisa e programas de pós-graduação.

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A despeito do destacado desempenho das escolas superiores nacionais que teve seis instituições entre as dez melhores universidades da América Latina, Phil Baty, diretor editorial dos Rankings Globais da THE, sugere que o estresse econômico contínuo “está prejudicando o desempenho e a atratividade das universidades brasileiras no cenário global e colocando em risco o potencial futuro do sistema de ensino superior da nação”.