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Sociólogo morreu à 1h40 desta sexta, aos 98 anos, e seu corpo está sendo velado no Hospital Albert Einstein; ele era professor emérito da faculdade

O crítico literário Antonio Candido fala sobre Oswald de Andrade na Conferência de Abertura da Flip 2011
Beto Lima
O crítico literário Antonio Candido fala sobre Oswald de Andrade na Conferência de Abertura da Flip 2011

Em respeito à morte de Antonio Candido, escritor, crítico literário, sociólogo e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas ( FFLCH ), a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) suspendeu as aulas desta sexta-feira (12) na faculdade em questão e declarou um luto oficial nos dias 12, 13 e 15 de maio em toda a universidade. 

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O luto em razão do falecimento de Antonio Candido foi decretado por meio de um comunicado, na tarde desta sexta. O sociólogo morreu à 1h40 da madrugada desta sexta, em São Paulo, aos 98 anos, e seu corpo está sendo velado no Hospital Albert Einstein, em cerimônia que prossegue até as 17h. O hospital não informou a causa da morte.

O crítico literário deixa as filhas Ana Luísa e as também professoras de História da USP , Laura de Mello e Souza e Marina de Mello e Souza.

Gênio da crítica litérária

Nascido no Rio de Janeiro, em 24 de julho de 1918, o intelectual ganhou vários prêmios importantes da literatura como o Jabuti – em duas edições, de 1965 e de 1993; o Juca Pato – em 2007; e o Machado de Assis – em 1993, além do Prêmio Internacional Alfonso Reyes.

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“Perde o Brasil uma de suas maiores autoridades em estudos de literatura e cultura brasileira, um raro pensador de Brasil”, disse o presidente da Academia Brasileira de Letras, Domício Proença Filho.

Entre as obras do escritor, estão Formação da Literatura Brasileira: Momentos Decisivos e O observador literário , publicados em 1959; Tese e Antítese: Ensaios e Os Parceiros do Rio Bonito: Estudo sobre o Caipira Paulista e a Transformação dos seus Meios de Vida (1964); Literatura e Sociedade: Estudos de Teoria e História Literária (1965); O Estudo Analítico do Poema (1987); O Discurso e a Cidade (1993); Vários Escritos (1970) e Formação da literatura brasileira (1975).

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O ex-presidente da ABL, Marcos Vilaça, – que havia sugerido o nome do escritor para substituir Eduardo Portella, morto na semana passada – afirmou que o ano está sendo "trágico" para o pensamento brasileiro. "A morte de Antonio Candido deixa um vazio quase insuperável.”

* Com informações da Agência Brasil.

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