Em crise financeira, USP vem tentando reduzir os gastos com as atividades não consideradas como foco da instituição
divulgação/Usp
Em crise financeira, USP vem tentando reduzir os gastos com as atividades não consideradas como foco da instituição

A Universidade de São Paulo (USP) tem nove cursos classificados entre os 50 melhores do mundo, segundo ranking elaborado pela consultoria britânica especializada em ensino superior "Quacquarelli Symonds". Foram avaliadas mais de 1,1 mil instituições em 74 países. São levados em conta a avaliação das faculdades por integrantes do meio acadêmico, por empresas e a relevância da produção científica.

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Na USP tiveram destaque os cursos de odontologia, na 18ª posição, engenharia de minérios e minas (25ª), ciências da atividade física (31ª), arquitetura (35ª), agricultura (35ª), ciência veterinária (38ª), arte e design (42ª), antropologia (42ª) e direito (50ª).

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) tiveram dois cursos, cada uma, classificados entre os 50 melhores no ranking mundial. A faculdade de odontologia da Unicamp ficou em 27ª posição e de agricultura e ciência florestal em 43ª. O curso de odontologia da Unesp ficou em 33º lugar e o de veterinária, em 47º.

O curso de antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ficou na 49ª posição e o de educação física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na 45ª.

Crise na USP

Na terça-feira (7), a reitoria da Universidade de São Paulo apresentou, ao Conselho Universitário, uma proposta de austeridade financeira para a instituição. A íntegra do plano não foi divulgada, mas um dos seus objetivos é a redução de gastos com a folha de pagamentos.

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Nos últimos três anos, foram abertos dois programas de demissão voluntária que resultaram na dispensa de 3,5 mil servidores da universidade. Em um vídeo divulgado no site da instituição, o reitor Marco Antonio Zago destaca os principais pontos que serão levados para a apreciação do conselho. Ele enfatiza a necessidade de que o comprometimento do orçamento da USP com salários retorne ao patamar de 85%.

Atualmente, essas despesas ultrapassam os 100% da receita da instituição, contribuindo para o déficit de cerca de R$ 660 milhões apresentado em 2016, diz a universidade, que enfrenta uma crise desde 2014.

Além das demissões, o reitor tem buscado sanar as contas da instituição, com uma série de medidas, como cortes em investimentos e revisão de contratos. “O Conselho Universitário – responsável pelas decisões administrativas – vai discutir e votar parâmetros que fortalecerão o equilíbrio financeiro nos próximos anos. Tais critérios vão garantir que os docentes e servidores da casa recebam seus salários em dia e que as atividades-fim da universidade continuem a ter excelência”, disse Zago, ao defender a proposta chamada de Parâmetros de Sustentabilidade.

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A USP também vem tentando reduzir os gastos com as atividades que não são consideradas foco da instituição. Neste ano, foi desativada uma das creches da Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista. E com a redução no quadro de funcionários a partir dos planos de demissão voluntária, o Hospital Universitário teve de reduzir o número de atendimentos no ano passado.

* Com informações da Agência Brasil

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