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Coletivo com vinte anos de atuação pelas ruas de São Paulo agiu na contramão de diversos correlatos e ampliou o número de ações sociais na pandemia do novo coronavírus (Covid-19), assim como a prestação de serviços e cidades atendidas.

Segundo o idealizador do projeto, Felipe Moraes, após uma reunião tensa entre líderes regionais e coordenadores do projeto aqui na Capital, o grupo decidiu continuar as ações mesmo com o lock-down parcial recomendado pelas autoridades. O idealizador enfatiza que após reuniões com diretores da Prevent Sênior e integrantes do departamento de infectologia do Hospital Emílio Ribas, o coletivo optou por seguir os mesmos padrões de higienização e assepsia seguido pelos serviços classificados como essenciais, tais como: supermercados, delegacias, empresas de transporte e valores, além claro, de hospitais e clínicas.

A atual presidente do projeto, Priscila Rodrigues, ressalta a dificuldade de implementação dos protocolos: “Estávamos obcecados em mitigar qualquer chance mínima de contágio voluntário-assistido e vice-versa! Hoje, 6 meses depois, podemos dizer que conseguimos, sabe? Fazemos testes periodicamente além de entrevistas dirigidas e outras aferições e não houve nenhum contágio nas duas pontas”, elenca a mesma.

Segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada), o número de pessoas em situação de rua no Brasil passaria dos 100.000 desabrigados no ano de 2018. Felipe Moraes, contesta: “O dado é extremamente defasado e não compreende o período de crise econômica posterior ao censo, bem como e principalmente, o fator potencializador da pandemia causada pelo novo coronavírus! Como o coletivo tem atuação nacional e nossos diretores constantemente estão em vários locais, é muito claro pra nós o aumento vertiginoso desses números que na verdade, são vidas”, declara.

Uma inovação implementada pelo coletivo e que começa a ser replicada por diversos pares é a adoção de uma loja virtual de doações, que eles batizaram de “e-commerce do Bem”. De acordo com a Presidente do grupo, toda operação é remota e muito fácil de executar: “A pessoa pode escolher um item pra doar, a partir de R$ 1,40 e nós fazemos essa entrega com registro e prestação de contas”.

O grupo está estruturado em quase 50 cidades do país e prepara-se para iniciar seu processo de internacionalização, com atuação na América do Sul, Estados Unidos e Europa através de voluntários que já passaram pelo projeto ao longo dessas duas décadas e que receberam treinamento remoto e todo suporte a partir de um grupo voluntário de líderes aqui do Brasil.

Fora toda essa capilaridade geográfica, Felipe Moraes e Priscila Rodrigues ressaltam a quantidade de serviços prestados praticamente todos dias, tais como: atendimento médico, barbearia, assistência social, advocacia Pro Bono e internações.

Segundo ambos, seus trabalhos somente encerram-se quando não houver mais ninguém revirando lixo por conta da fome e nem dormindo ao relento. 

Para saber mais sobre um dos grupos voluntario que mais crescem no país de acordo com a AbONG (Associação Brasileira de ONGs), acesse:

BemdaMadrugada.org

Website: http://instagram.com/bem_da_madrugada

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