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Abrir portas com o rosto, ser identificado em uma catraca de show sem usar seu documento físico e utilizar seu rosto como método de pagamento eram consideradas coisas do futuro, junto com carros voadores e missões para Marte. Pois é, o futuro chegou e mais rápido do que imaginávamos. Após a COVID-19, o mundo nunca mais será o mesmo e as soluções de biometria facial serão mais do que necessárias agora, pois as pessoas estão mais abertas a usar essa tecnologia para sua própria segurança.

O mercado já se movimentava a favor da migração para essas soluções, como mostra uma pesquisa realizada pela Mastercard em conjunto com a Universidade de Oxford, na qual afirmam que 93% das pessoas preferem usar biometria em vez de senhas e 92% dos bancos do mundo tem a intenção de adotar esse tipo de solução. Segundo relatório da Capgemini, 'COVID-19 e a era da experiência do cliente sem contato', relatam que 44% dos espanhóis preferem autenticação de reconhecimento facial para bancos, pagamentos e aeroportos para evitar o vírus.

É aí que os fornecedores de biometria facial entram em cena e a startup britânica Saffe vem conquistando clientes nesta nova era, onde as tecnologias sem contato (contactless) fazem parte das medidas necessárias para que os comerciantes e serviços voltem a abrir. Com tecnologia 100% proprietária, a empresa vem implantando soluções de biometrias facial sem contato mais seguras e mais convenientes para o usuário do que muitos outros tipos de soluções já existentes.

A Saffe foi classificada entre os 15 principais fornecedores nos testes NIST FRVT, a iniciativa de maior prestígio para a avaliação de software de biometria facial. Sua tecnologia é baseada em inteligência artificial e deep learning e contém um grande diferencial: um sistema passivo de detecção de vida, que tem a capacidade de detectar se a pessoa na frente da câmera não é apenas ela mesma, mas também diferencia uma pessoa viva de uma foto de foto ou uma foto de vídeo. A integração com este sistema é simples e rápida por meio de APIs e SDKs plug and play e pode ser personalizada de acordo com a demanda do cliente. Segundo Andre Coelho e Giovani Chiachia, fundadores da Saffe, a pandemia foi apenas um empurrão para mais empresas começarem a adotar tecnologias que evitam o contato físico com as superfícies.

Para eles, a segurança dos usuários e seus dados é extremamente importante e a startup atua dentro de todas as medidas legais e está de acordo com os regulamentos de privacidade da GDPR e LGDP. Além disso, eles confirmam que seu sistema é capaz de identificar pessoas usando máscaras - o que é algo realmente importante agora com as novas medidas contra a disseminação do vírus.

Com as soluções de reconhecimento facial, não é necessário que os usuários toquem em um telefone celular, documento ou cartão de crédito após o pré-registro. Seu rosto literalmente se transforma em seu cartão de crédito, chave da casa, ID, token, cartão de acesso e assim por diante.

A startup já tem uma demanda maior neste momento, atraindo como novos clientes grandes instituições financeiras, fintechs como Banco Modalmais e AcessoBank, para o processo de cadastramento de usuário em seus apps no Brasil; na Colômbia, com a Redeban, a maior empresa de pagamentos, para autenticar pagamentos dentro da maior rede de supermercados do país e no Japão, com a Fabbit, o principal espaço de co-working, para controle de acesso. Por último, mas não menos importante, também estão conduzindo um piloto em parceria com a Mastercard, Santander e EMT, para que os passageiros possam pagar suas viagens de ônibus apenas mostrando seu rosto em um tablet inserido dentro dos ônibus de Madrid.

De fato, os casos de uso são ilimitados e é apenas uma questão de tempo até que as soluções de biometria dominem o mercado, e para que todos possamos retornar ao mundo físico com mais segurança. No entanto, é importante que as empresas que implantam essa tecnologia garantam que o provedor tenha uma tecnologia de ponta e possa trazer segurança para ambos - a empresa e seus clientes.

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