Vinicius Lummertz
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Vinicius Lummertz

Começo o raciocínio desta primeira coluna de 2022 fazendo um registro: sou um otimista – sempre embasado no racional e no científico - e se há algo que não esmorece em mim é a convicção de que nosso povo decidirá sempre pelo melhor para o Brasil. Se em 2018 fizemos escolhas que hoje não resultaram naquilo que esperávamos, foi porque acreditávamos no que estávamos fazendo: escolhemos o que nos parecia certo depois do caos instaurado pela esquerda, por Lula, Dilma e toda sua corrupção, naufrágio da economia e inversão de valores que nos são sagrados.

Erramos em 2018 . Em 2022 , não podemos errar mais. A palavra de ordem é “ responsabilidade ”. Em nível nacional, estamos diante de um quadro que já passou de preocupante há muito tempo: inflação em alta, a volta da fome, 14 milhões de desempregados, mais 15 milhões de subempregados – e todos os chamados “desalentados” que desistiram de procurar trabalho, furo do teto de gastos para mais uma versão eleitoreira do Bolsa Família, um orçamento “secreto” de bilhões para deputados e senadores gastarem como cheques em branco, o país com a pior imagem internacional da sua história, afugentando os investidores.  

Nas últimas horas, foram divulgadas as previsões do mercado para a economia brasileira neste ano – e que vai se refletir diretamente nos Estados. De acordo com o relatório Focus, do próprio Banco Central, 2022 será mais um ano perdido na economia. No cenário mais positivo traçado pelos analistas, a atividade econômica vai ficar estagnada. Durante o ano houve previsões de que o Brasil cresceria até 2,5%, mas a alta agora enxergada pelo próprio BC é de apenas 0,42%.

O relatório Focus, mesmo sendo o mais “otimista”, prevê o IPCA (inflação) subindo 5%, a taxa de juros Selic para 11,50%, o dólar 5,6% e o desemprego ficar em 11,9%. Tirando as instituições mais “pessimistas” – que torcemos estejam equivocadas – temos na média a respeitada XP Investimentos, que prevê zero de crescimento do PIB, 5,2% de IPCA (inflação), 11,50% para os juros da Selic, 5,7% de alta do dólar e o desemprego em 12,2%.

Portanto, a melhor previsão para 2022 é a de que, mais uma vez, teremos a oportunidade de corrigir os rumos do país nas Eleições de outubro. Até lá, temos que driblar a possibilidade de nossa escolha ficar entre os populistas Lula e Bolsonaro, sem dúvida os principais responsáveis por esse cenário terrível a que chegou o Brasil. Reproduzo aqui a definição do jornal O Estado de S. Paulo sobre o que ambos representam para o país: “Um dos aspectos mais perversos da similaridade entre Lula e Bolsonaro é o modo como tratam as classes mais pobres. Uma vez que medem tudo pelo interesse eleitoral, a vulnerabilidade social, em vez de ser enfrentada responsavelmente, é usada como oportunidade eleitoreira”.

Se quisermos ter um Feliz 2022 como desejamos na noite de 31 de dezembro às nossas famílias e amigos devemos refletir muito sobre o que vamos fazer nas urnas em outubro. Repito: a palavra de ordem é “responsabilidade”. Pense nisso.

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