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Esta é a última coluna do ano - e não poderia iniciar sem que fosse com uma mensagem de fé e otimismo para você: que 2022 seja um Novo Tempo, um Novo Tempo de aprender, de construir, um Novo Tempo de crescer. Vamos todos juntos aprender, construir e crescer. Que em 2022 a gente possa transformar nossa esperança num Novo Tempo para o Brasil brilhar. Feliz Ano Novo!

E por falar em Novo Tempo, este é o tema desta última coluna de 2021. Me inspiro no editorial do último domingo (26) do jornal O Estado de S. Paulo intitulado “SP prova que política pública funciona”, em que o decano dos jornais brasileiros aborda um ponto central para o futuro do Brasil. Fazer política pública correta, planejada, com a integração e participação da população e da iniciativa privada, é algo que o país não pode mais prescindir.

O editorial do Estadão começa afirmando que “quando se fala em políticas públicas, muitas vezes se lembra da necessidade de recorrer a experiências internacionais. Olhar as práticas que deram certo em outros países, manifestar responsabilidade com o cidadão e buscar eficiência devem ser tarefas habituais de gestores públicos. Em meio a tanta desconfiança sobre a capacidade do Estado de cumprir suas obrigações, não se pode esquecer que o País também é capaz de produzir experiências positivas em políticas públicas. Nem tudo é ineficiência ou desvio de dinheiro”.

Para o jornal, “um caso de sucesso admirável é a atuação do poder público em São Paulo – Estado e município – no enfrentamento da pandemia. Talvez o dado mais impressionante seja o quadro de vacinação. Estudo recente indicou que, fosse um país, o Estado de São Paulo estaria no terceiro lugar do ranking mundial de vacinação anti-covid, com cerca de 80% da população tendo tomado as duas doses (ou a dose única)”.

“Desde o início da pandemia, muito antes de haver vacina disponível, a Prefeitura de São Paulo e o Estado de São Paulo – o mesmo pode ser dito de outros municípios paulistas – atuaram de forma responsável. Definiram procedimentos e orientações à população. Realizaram ações de comunicação. Dentro do que era possível, procuraram se adiantar, por exemplo, com a montagem, em 2020, dos hospitais de campanha para atendimento dos pacientes de covid”, lembra o Estadão.

O jornal reconhece que “houve erros e desajustes, logicamente. Mas isso não exclui o fato, absolutamente evidente, de que o poder público em São Paulo atuou responsavelmente e, sem nenhum exagero, de maneira exemplar no enfrentamento da covid-19. Diante de uma cultura em que problemas do poder público recebem contínuo destaque, é de justiça reconhecer o bom trabalho feito pela administração pública paulista, em suas esferas municipal e estadual, durante a pandemia”.

No trecho seguinte, o Estado se reporta à importância do Pacto Federativo, aquele por qual tanto lutou o ex-governador de Santa Catarina Luiz Henrique da Silveira: “A atuação responsável dos entes públicos paulistas mostrou também as virtudes do sistema federativo, com suas esferas de competência e atuação. Muitas vezes, a Federação é vista com maus olhos, sendo apresentada como mais uma característica da complexidade (e ineficiência) da burocracia brasileira. A pandemia lembrou, com luzes novas, a importância de o poder não ser inteiramente centralizado. Ao mesmo tempo, destaca-se o papel imprescindível do SUS, confirmando as potencialidades de uma Federação (que não é mera descentralização)”.

Sobre a integração com a população, o jornal afirma que “a eficiência da atuação do poder público em São Paulo também está relacionada diretamente à participação da sociedade civil no enfrentamento da pandemia. A administração pública poderia ser eficientíssima, como o é em vários países, mas não haveria os excelentes índices de imunização contra a covid se os cidadãos não tivessem comparecido aos postos de vacinação. De forma muito perspicaz, a população soube ignorar falsas polêmicas e vacinou-se”.

“Essa atitude da população, da mais genuína sabedoria prática, é poderoso elemento de esperança nos tempos atuais. Fala-se muito, e com razão, dos males da desinformação – de como ela corrói os fundamentos da confiança e do respeito aos dados objetivos da realidade –, mas isso não significa que a população esteja refém indefesa da manipulação. Na hora decisiva, os brasileiros manifestaram bom senso, o que não se viu em muitos países desenvolvidos. O que se diz da vacina vale também para as máscaras: a população aderiu, em peso, ao seu uso, com grande sentido de responsabilidade e solidariedade”, elogia o Estadão.

Para o jornal, “entre os exemplos dessa profícua resposta da sociedade vale destacar os muitos hospitais privados que, desde a primeira hora, colaboraram com o poder público, bem como as várias entidades associativas e recreativas que cederam seus espaços para a vacinação. A eficiência do poder público passa também pela parceria com o setor privado”.

Por fim, o Estadão alerta: “É necessário vigiar. Muitas vezes, o poder público é incompetente e corrupto. Mas também é preciso elogiar os casos de sucesso. Em São Paulo, assim como em muitos locais do País, sociedade e poder público fizeram um excelente trabalho no enfrentamento da pandemia. É possível replicar essa experiência em muitas áreas”.

É exatamente isso que penso sobre um Novo Tempo para o Brasil: exemplos como o do governador João Doria, do vice Rodrigo Garcia, e do prefeito da Capital, Ricardo Nunes – e da população, em especial – que acreditam em dias melhores para a Nação, tendo por base uma política pública eficiente, transparente, inclusiva e democrática. Só assim poderemos vencer a inflação, o desemprego, a fome, a corrupção, a incompetência e a centralização de Brasília, devolvendo oportunidades e esperanças ao povo brasileiro.

E é essa fé que me leva a renovar minha mensagem de final de ano a você: vamos todos juntos aprender, construir e crescer. Que em 2022 a gente possa transformar nossa esperança num Novo Tempo para o Brasil brilhar. Feliz Ano Novo!

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