João Doria e Vinicius Lummertz
Patrick Bertholdo/Divulgação
João Doria e Vinicius Lummertz

Antes de iniciar minha argumentação sobre o tema desta semana, tenho o dever de informar que comuniquei à presidente estadual do PSDB Santa Catarina, deputada federal Geovania de Sá, que vou oficializar em breve meu nome como pré-candidato do partido às eleições para o Governo do Estado em 2022. Sou grato à recepção que tive da nossa presidente, à qual informei que tenho disposição, inclusive, de me submeter a prévias, como fez o PSDB nacional. E é com as prévias que puxo meu raciocínio para esta coluna: depois de terem invadido e derrubado o sistema de votação no dia 21, domingo, no último sábado (27) o novo software contratado pelo PSDB sofreu 26 mil ataques de hackers que foram contidos e possibilitaram que os votos fossem contabilizados e dessem a vitória a João Doria. Sim, 26 mil ataques: de onde eles vieram? Quem está pagando?


Uma boa pista para descobrir a origem está nos artigos e reportagens da minoritária “imprensa” engajada a Lula e Bolsonaro, durante a semana que separou uma votação da outra. Tanto uma como a outra tentaram construir uma narrativa de que o PSDB estava falido, desconstruído, desunido. E os ataques dessa pequena “imprensa” se dirigiram especialmente àquele que representava, e agora representa mais ainda, o grande temor de Lula e Bolsonaro. Medo que se ampliou mais ainda no domingo à noite, quando João Doria declarou que é possível uma composição com o ex-juiz Sergio Moro, que pôs Lula na cadeia e desmascarou o “mito” Bolsonaro quando deixou o Ministério da Justiça.

Com certeza irritou e amedrontou profundamente os populistas antidemocratas lulistas e bolsonaristas o show de Democracia proporcionado pelo partido do Plano Real, dos Genéricos e do ‘Pai da Vacina’. O PSDB escolheu seu candidato no voto, enquanto que PT e o partido para onde for o ex-mito vão fazê-lo na marra, na imposição, de cima para baixo. Depois dizem que João Doria que é o “personalista”. Mais uma narrativa da, repito, minoritária “imprensa bolsopetista” para tentar desqualificar aquele que sabe ser o seu mais forte adversário, o que vai consolidar a desejada 3a. Via tão sonhada por quase 60% dos brasileiros.

O que mais faz tremer o bolsopetismo é a história política e a capacidade de gestão de João Doria, que vem fazendo um governo extraordinário em São Paulo, bom exemplo do que fará no Brasil. No aspecto político, João Doria é o fenômeno mais recente da política brasileira. Essa trajetória começa em 2016, quando ele disputou as prévias do PSDB para a Prefeitura de São Paulo, contra três bons nomes. Ganhou e chamou um dos concorrentes, Bruno Covas, para ser o seu vice. Eles ganharam a eleição de Fernando Haddad, que era prefeito de São Paulo, com Lula solto e Dilma presidente. Foi uma surra no PT, ainda no primeiro turno.

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Na eleição seguinte para prefeito, em 2020, Doria apoiou o nosso saudoso Bruno Covas, que derrotou a esquerda e Guilherme Boulos, do PSOL. Em 2018, Doria disputou as prévias do PSDB para o governo de São Paulo, venceu e agora é governador. No último domingo, enfrentando ataques de todos os níveis de lulistas e bolsonaristas – inclusive destes últimos infiltrados no PSDB – venceu as prévias nacionais e hoje é o candidato dos tucanos à Presidência da República.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (29), testemunhei mais uma convocação de João Doria à união do partido em torno do projeto da 3ª Via. O mesmo gesto que fez ao vencer as duas prévias anteriores, sempre enaltecendo a história e a responsabilidade do partido perante o Brasil. Nos momentos cruciais da Nação, o PSDB esteve e estará à frente para devolver ao país o papel de protagonista no cenário mundial e dar ao seu povo emprego e renda, o controle da inflação com uma política fiscal que não fure o teto de gastos, a oportunidade de ascensão social e acabar com a sina do brasileiro de viver apenas para trabalhar e pagar contas, dívidas e impostos. Precisamos trabalhar para subir na vida e viver em paz e segurança. Some-se a isso a prioridade que João Doria dá e dará à Educação. Em São Paulo, saímos de 264 escolas de tempo integral em 2019 para 2030 hoje – dando salto de 100 mil para 1 milhão de alunos estudando 8 horas por dia.

Neste momento, São Paulo executa 8 mil obras, com mais de R$ 50 bilhões em investimentos – resultado de profundas reformas administrativa e previdenciária. Isso representa o dobro das obras que o Governo federal está fazendo no Brasil inteiro. E gera 200 mil empregos. Neste ritmo, São Paulo vai crescer mais de 7% este ano e “puxar” o Brasil em torno de 5%. Tanto a história política quanto a do gestor João Doria tiram o sono de Lula e Bolsonaro. Se na semana passada o governador de SP ainda era um “fantasma” a assombrar os dois populistas, agora é um adversário real, de “peso e tamanho” suficientes para enfrentá-los naquela que deverá ser a eleição mais difícil, disputada e brutal de todas, a Eleição 2022, a que definirá o que o Brasil quer ser no futuro.

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