Vinicius Lummertz
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Vinicius Lummertz

Escrevo esta coluna exatamente no momento em que o governador de São Paulo, João Doria, dá mais uma demonstração de responsabilidade – nosso tema esta semana - pela vida no planeta e dos brasileiros em particular: é o único brasileiro a discursar neste domingo (31) na abertura da COP26, a Conferência do Clima que a ONU realiza em Glasgow, na Escócia.

Na sua fala, em que destacou a presença de outros nove governadores na missão brasileira, João Doria reafirmou os compromissos ambientais “do estado-nação que é São Paulo, com seus 46 milhões de habitantes” e relatou o que vem fazendo nas áreas de eletrificação solar, utilização de biomassa, investimentos públicos para impulsionar a economia verde e tecnologias de baixo carbono. Uma verdadeira aula de gestão ambiental e que, como bem disse o governador paulista, pode e deve ser aplicada ao Brasil.

Mas o que me inspirou a trazer este tema para sua leitura foi um editorial do Estadão na semana passada, intitulado “A opção pela responsabilidade”, em que o jornal destacava o fato de que quase 70% da população de SP estar totalmente imunizada contra a Covid, “fruto da união entre governo e sociedade”. De acordo com o editorial, “hoje o Estado de São Paulo colhe os frutos da acertada opção feita pelo governo estadual, ainda no início da pandemia, de agir com responsabilidade na formulação de políticas de enfrentamento da covid-19, dar a devida importância às recomendações da chamada comunidade científica e não atacar, como faz rotineiramente o presidente Jair Bolsonaro, consensos mínimos na área de saúde pública – como a importância das vacinas para a proteção da vida”.

Para o jornal, “embora não haja consenso entre epidemiologistas sobre qual o porcentual exato de vacinados que garante a imunidade coletiva em relação ao Sars-Cov-2 (para outros tipos de vírus, fala-se em algo entre 70% e 80% da população totalmente imunizada), é bastante provável que, se o Estado de São Paulo ainda não chegou a esse patamar de segurança, está bem próximo de atingi-lo. Trata-se de um feito e tanto do governo estadual, que desde o início brigou – às vezes literalmente – para trazer vacinas para o Brasil, e da sociedade paulista, que, uma vez disponíveis os imunizantes, se engajou com firmeza na campanha de vacinação”.

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“O resultado prático dessa união entre governo e sociedade em prol da saúde é que o atual quadro vacinal do Estado de São Paulo, primeiro colocado no ranking de vacinação completa no País, é equiparável ao de países ricos e mais adiantados na vacinação de seus cidadãos, como Reino Unido (68,6%), França (68,3%) e Alemanha (66,5%), de acordo com os dados do Our World in Data”, informa o Estadão.

O editorial recorda ainda episódios da luta de João Doria para trazer a vacina que salvaria vidas e a economia: “Parece que foi há muito mais tempo, mas convém lembrar que apenas 1 ano e 5 meses atrás, quando a população estava aflita no momento mais agudo da então primeira onda de covid-19 no País, o governo de São Paulo anunciava uma parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac para desenvolvimento e produção de uma vacina contra o coronavírus. Dessa parceria auspiciosa nasceu a Coronavac, que no dia 17 de janeiro deste ano se tornou a primeira vacina contra a covid-19 aplicada no País. Logo a Coronavac extrapolou os limites de São Paulo e, durante um bom tempo, lutou sozinha contra o coronavírus”.

Na sua conclusão, o editorial diz que “é seguro afirmar que, graças ao imunizante pioneiro, muitas mortes foram evitadas. Resta evidente, portanto, a abissal diferença entre a ‘estratégia’, por assim dizer, do governo Bolsonaro de buscar a imunidade coletiva contra o coronavírus falseando a gravidade da crise sanitária, e, assim, expondo os brasileiros a perigo de morte, e a do governo de São Paulo, que, tendo o mesmo objetivo, agiu com responsabilidade e valorização da vida ao optar pela via da vacinação em massa de sua população”.

É um reconhecimento meritório. João Doria vem dando demonstrações de responsabilidade para com a vida e a economia que gera emprego e renda para as famílias – por exemplo, seu programa de distribuição de absorventes para mulheres vulneráveis vem sendo copiado por vários estados. Seja no meio ambiente, na saúde, na educação ou em qualquer questão que envolva a defesa da vida, João Doria mostra que um bom governante deve fazer, em primeiro lugar, a opção pela responsabilidade.

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