
Uma pesquisa divulgada recentemente pela Staff Service Holdings revelou que 86% dos estrangeiros que começaram a trabalhar recentemente no Japão pretendem continuar no país. O levantamento ouviu 500 profissionais de 18 a 59 anos que vivem no arquipélago há menos de cinco anos e possuem pouca experiência no mercado local.
Entre os principais atrativos para a permanência estão a renda, apontada por quase 40% do grupo, a qualidade do ambiente de vida e a oferta de boas oportunidades de emprego. A vontade de continuar no país aumenta de forma expressiva conforme o trabalhador ganha experiência, chegando a ultrapassar a marca de 92% entre aqueles que já acumulam de dois a três anos de trabalho em solo japonês.
Apesar da forte intenção de ficar, a rotina reserva desafios tanto profissionais quanto pessoais. Cerca de 38% dos entrevistados relataram dificuldades cotidianas com a comunicação em japonês e no relacionamento com superiores e colegas de trabalho, além de apontarem barreiras para conseguir aumentos salariais.
Fora do ambiente corporativo, as maiores dores de cabeça envolvem a burocracia administrativa, o pagamento de impostos e o seguro social, citados por 42% dos participantes. O custo de vida elevado e as dificuldades com aluguéis e contratos de moradia completam a lista de obstáculos que tornam o dia a dia mais complexo.
Para contornar esses problemas e facilitar a adaptação, cerca de 45% dos trabalhadores defendem que as empresas contratantes deveriam oferecer mais suporte prático, incluindo aulas direcionadas do idioma, treinamentos sobre práticas corporativas locais e auxílio direto na solução de trâmites burocráticos do cotidiano.
