Unesco lamenta a morte de Huwaidi: repórter e comandante de brigada terrorista
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Unesco lamenta a morte de Huwaidi: repórter e comandante de brigada terrorista

A Repórteres Sem Fronteiras (ou Reporters Sans Frontières – RSF, em francês) foi uma das organizações que incluiu o personagem da foto acima, Mohamed Nasr Abu Huwaidi, em uma lista com o nome de mais de 200 “jornalistas” mortos em Gaza na guerra atual. Segundo a nota publicada pela ONG, ele foi vítima de um ataque calculado do Exército israelense (IDF), uma vez que poderia ser “claramente identificado por seu colete de jornalista quando foi atingido em um bombardeio em Gaza City”. A informação foi agregada à longa lista de acusações de ataques premeditados da IDF   a “jornalistas” nesta guerra. 

Huwaidi não era apenas repórter da mídia Al-Istiklal, afiliada ao grupo terrorista Jihad Islâmica, como também comandante da Unidade Militar de Mídia de outra organização terrorista, as Brigadas Al-Quds.

Sua fama alcançou, inclusive, esferas mais altas: em setembro de 2024, a RSF apresentou uma queixa ao Tribunal Penal Internacional responsabilizando Israel por sua morte. Outra queixa foi apresentada em nome de Muhammad Mahmoud Abu Sharia, descrito por sua própria família como “mujahid”. Em uma terceira ocasião, a queixa incluiu Ahmed Badir, membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina.

Mesmo depois da comprovação da dupla atuação dos “jornalistas”, a RSF nunca retirou as queixas. Também nunca reconheceu publicamente seu erro. A única coisa que fez foi retirar silenciosamente esses nomes da lista de “jornalistas” assassinados por Israel. 

“Jornalistas”, mas ligados a grupos terroristas

De acordo com uma auditoria preliminar feita pela HonestReporting, ONG fundada em 2000 que investiga acusações feitas contra Israel, cerca de um terço dos “jornalistas” mortos apontados no banco de dados da RSF têm ligação com grupos terroristas. As provas têm origens diferentes: alguns foram homenageados publicamente como mártires, outros haviam sido oficialmente contratados por veículos ligados a organizações terroristas; há também aqueles que foram flagrados “em ação” pela IDF, por meio de imagens.

Hassan Eslaiah é outro “repórter”, no caso um colaborador da CNN e da agência de notícias AP, que se tornou bastante conhecido na mídia. Ele conquistou seus dez minutos de fama ao cobrir de perto a invasão do Hamas ao sul de Israel desde os primeiros minutos, fotografando o avanço dos terroristas dentro do território israelense.

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Reprodução: Mídias Sociais
O "jornalista" Eslaiah e Yahya Sinwar, líder do Hamas e arquiteto da invasão a Israel.


Em novembro de 2023, a HonestReporting publicou uma foto que revelou a intimidade entre Eslaiah e Yahya Sinwar, líder do Hamas e arquiteto do 7 de outubro. “O que estavam fazendo os fotógrafos freelancers da AP, Reuters, CNN e NYTimes dentro de Israel no dia 7 de outubro?”, perguntou a ONG em uma reportagem especial. Eslaiah foi silenciosamente desligado por todos os veículos, mas suas fotos continuam sendo vendidas em seus sites.

Apesar de se tratar evidentemente de uma campanha de desmoralização, o impacto dessas acusações sobre a imagem de Israel é grande: apenas entre maio e agosto de 2025, por exemplo, a acusação de que o país transformou jornalistas em Gaza em alvo de ataques foi publicada em dezenas de reportagens em inglês em países ocidentais.

Fonte oficial: Al Jazeera


Uma visita rápida ao site do Comitê de Proteção de Jornalistas permite entender como organismos jornalísticos espelham globalmente a realidade distorcida construída por grupos terroristas e seus associados. Um vídeo produzido pela ONG mostra a difícil realidade enfrentada por “jornalistas independentes” dentro da Faixa de Gaza. O produtor das imagens é ninguém menos que a Al Jazeera, a mídia oficial do governo do Catar, que faz uma aberta campanha anti-Israel por meio de seu canal em árabe, enquanto mantém um tom excessivamente crítico em língua inglesa.

Cena de vídeo no site do CPJ: Al Jazeera é a geradora do conteúdo
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Cena de vídeo no site do CPJ: Al Jazeera é a geradora do conteúdo


Esta é a mesma Al Jazeera que publicou que Israel havia bombardeado o hospital Al-Ahli no início da guerra, matando 500 pessoas – o que, em seguida, comprovou-se ter sido resultado de um míssil falho lançado a partir de Gaza, que matou cerca de 30. E também a mesma Al Jazeera que, em maio de 2025, reportou que 300 mil crianças estavam à beira da morte em Gaza, uma acusação leviana e sem base formal.

Em outra página do site da CPJ,  podem ser encontrados relatos pessoais de “jornalistas” torturados em prisões israelenses. Um deles é o de Ahmed Abdel Aal, um nome que, surpreendentemente, é atribuído no site a uma mulher (muito embora seja um nome árabe exclusivamente masculino). Nenhuma reportagem ou imagem atribuída a ela pode ser encontrada na internet, apesar de, no site da CPJ, ela ser apontada como colaboradora da Al Jazeera e da agência de notícias pró-Hamas Shehab News.

Há outros inúmeros exemplos. Deixo o leitor à vontade para tirar suas conclusões.

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