A pizzaria Sbarro, em Jerusalém, após ataque terrorista que resultou em 16 mortes em agosto de 2001.
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A pizzaria Sbarro, em Jerusalém, após ataque terrorista que resultou em 16 mortes em agosto de 2001.

Agosto é o mês mais quente do ano em Israel. É também o mês de muitos outros eventos: o mês final de férias escolares, quando as crianças já estão enlouquecidas com a falta de rotina (e os pais também), o mês em que o Aeroporto Ben Gurion bate recordes de número de viajantes por dia, e o mês que antecede as mais importantes festividades religiosas do judaísmo.

Neste ano, agosto é também o mês que marca 25 anos desde um dos mais inesquecíveis atentados terroristas ocorridos em Israel: o ataque suicida realizado na movimentada pizzaria Sbarro, em Jerusalém, que matou 16 pessoas — oito delas eram crianças, cinco pertenciam à mesma família e uma estava grávida de seu primeiro filho. O nome do autor o mundo inteiro bem conhece: Hamas.

Nem o mais mortífero, nem o mais justo

Este não foi o atentado mais sangrento cometido durante a Segunda Intifada, a revolta popular palestina que durou de setembro de 2000 a fevereiro de 2005 e resultou na morte de mais de mil israelenses e de 3,2 mil palestinos. E também não recebeu a atenção merecida, já que, 33 dias depois, o mundo focou sua atenção no ataque às Torres Gêmeas em Nova York.

A terrorista Tamimi, que matou 16 pessoas e feriu 130:
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A terrorista Tamimi, que matou 16 pessoas e feriu 130: "Foi incrível".


O ataque também não teve o desfecho mais justo: Ahlam Tamimi, a terrorista de então 21 anos que o orquestrou (mas não o conduziu; um homem-bomba palestino morreu no local), vive livre na Jordânia há 15 anos. Depois de cumprir apenas dez anos de suas várias penas de prisão perpétua, ela foi libertada, em 2011, com mais de mil outros terroristas palestinos, como parte da negociação que resultou na libertação do soldado israelense Gilad Shalit.

Os israelo-americanos Arnold Roth e sua esposa, que perderam a filha Malki no ataque à pizzaria Sbarro, colocaram a extradição de Tamimi para os Estados Unidos — para que lá seja julgada — como seu objetivo de vida.

A longa luta por justiça

Trazer os assassinos à justiça é uma batalha longa e injusta da qual participam também centenas de outras famílias israelenses, depois que sucessivas levas de terroristas (um número não divulgado oficialmente, mas que deve ultrapassar os 5 mil) foram libertadas das cadeias israelenses em troca de reféns civis israelenses raptados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A sociedade israelense reagiu a essas trocas com temor, indignação e profunda decepção.

Esse sistema, no qual o terrorista comete um ataque e é preso sabendo que, em algum momento, sua soltura será negociada, é uma das armas mais cruéis usadas por grupos terroristas palestinos contra Israel. A votação de uma lei que prevê a pena de morte para terroristas responsáveis pela morte de israelenses surgiu como resposta a esse sistema.  

O custo do sacrifício

É como coçar a orelha direita com a mão esquerda: já que é impossível evitar que israelenses sejam atacados ou raptados por seus inimigos — eventos que se repetiram diversas vezes ao longo da história do país —, Israel busca dissuadir novas ocorrências e, em última instância, evitar que vivam, nas prisões israelenses, terroristas bem-sucedidos aguardando serem libertados por meio de uma nova negociação.

Palestino entra em choque com soldados israelenses durante a Segunda Intifada
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Palestino entra em choque com soldados israelenses durante a Segunda Intifada


Vale notar que, segundo a mentalidade palestina, o sofrimento ou a morte pela causa é um troféu em si. Portanto, ao mesmo tempo em que Israel penaliza um assassino, produz mais um “mártir” para uma população que cultua o sacrifício dos seus.

As multidões de manifestantes pró-Hamas que lotam as ruas do Brasil e da Europa pouco ou nada sabem sobre esses fatos. Ainda eram crianças quando terroristas do Hamas explodiram a pizzaria Sbarro, a danceteria Dolphinarium (21 mortos e 120 feridos) e o Hotel Park de Netanya (30 mortos e 140 feridos), na década de 2000. Elas também não fazem ideia do que significa o termo Intifada — e muito menos do que significa o slogan “Globalize a Intifada”, que transforma em palavra de ordem internacional um período marcado por atentados terroristas que tiraram a vida de milhares de pessoas inocentes.

A ignorância é uma coisa triste, como se sabe. Nesse caso, triste e perigosa.

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