
O Escritório Central de Estatísticas de Israel, órgão responsável por produzir e divulgar estatísticas do país, lançou recentemente um vídeo de animação bem-humorado para descrever a sociedade israelense e o Estado de Israel moderno. Foi uma forma criativa de expor o cotidiano de um país cuja realidade econômica e social raramente é vista pelo grande público.
“Se Israel fosse um vilarejo com 100 habitantes”, diz o mote do vídeo, 50 seriam homens e outros 50, mulheres. É um país jovem: entre eles, 60 seriam adultos de 15 a 60 anos, 27 seriam crianças de 0 a 14 anos e 13 seriam idosos. A predominância étnica seria judaica (72 habitantes), seguida de árabes (21). Cinco deles professariam outras fés – circassianos, bahá'ís, cristãos etc. Dois deles seriam estrangeiros residentes no país.
Setenta morariam em casa própria, 29 alugariam um imóvel e 1 moraria em instituição de apoio social. A maioria, 74, estaria concentrada em cidades. E, apesar da boa qualidade do transporte público, apenas 14 o utilizariam para chegar ao trabalho — entre eles, três se deslocariam cotidianamente de trem e dois usariam o transporte por excelência de Tel Aviv: scooters ou bicicletas. Sete bem-aventurados iriam a pé ao trabalho e outros seis trabalhariam em casa.
Dos 100 habitantes, 28 ainda não estariam em idade de trabalhar. Outros 44 estariam trabalhando: 38 como empregados e 6 como autônomos. Quarenta diriam estar felizes com seu trabalho; por outro lado, 32 israelenses declarariam que não estão satisfeitos com o equilíbrio entre suas vidas profissionais e pessoais. Dois estariam desempregados — a maioria deles em Jerusalém — e buscando trabalho, enquanto 26 não estariam nem ocupados nem procurando trabalho. Israel está entre os 10 países do globo com menor índice de desemprego.

“Se Israel fosse um vilarejo de 100 habitantes”, 92 deles usariam a internet cotidianamente e 55 se exercitariam com frequência. Em um país em que o voluntariado faz parte do cotidiano, 30 deles estariam engajados em alguma atividade do gênero. Israel tem cerca de 50 mil associações sem fins lucrativos registradas que contam apenas com o trabalho voluntário. Isso coloca o país entre as nações com a sociedade civil mais ativa do mundo.
Para completar, 68 declarariam estar satisfeitos com seu salário e 91, com sua vida. No Relatório Mundial da Felicidade, coordenado pelo Happier Lives Institute, Israel apareceu em 8º lugar em março de 2026. Um dado impressionante, visto que o país está em guerra há quase três anos.
