
Segundo os críticos, a campanha das Havaianas com a Fernanda Torres seria uma indireta contra a direita porque 2026 é ano eleitoral.
Eu, pessoalmente, acho isso insuficiente. Tanto que eu nem vou mais mencionar o nome da marca aqui.
Além de direitofóbica, ela é capacitista, asfaltofóbica e frutofóbica.
O texto do comercial diz:
“Sorte não depende de você, né? Depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés.”
Como assim, Marca de Chinelos?
E quem não tem um dos pés? Ganha 50% de desconto?
E quem não tem os dois? A marca vai investir em cadeira de rodas?
É isso? Sem pé = sem sorte?
Só quem tem teu chinelo é um “pévilegiado”?
Mas não para por aí.
Segue o roteiro:
“Que você comece o ano novo com os dois pés na porta.”
Destruição de patrimônio privado, é isso? Instigação à violência imobiliária?
Aliás, se eu for com os meus dois pés na porta, eu caio. Ou seja: esta marca está incentivando fraturas.
Depois vem:
“Com os dois pés na estrada.”
Estrada sugere viagem, viagem sugere carro e carro sugere IPVA. Quer dizer então que a dita marca deseja que eu seja um fracassado endividado que caminha pelo acostamento porque não conseguiu pagar a parcela do Fiat Mobi?
E a maior perversidade:
“Com os dois pés na jaca.”
Absurdo completo! A estimativa em 2024 foi de que 670 milhões de pessoas passam fome no mundo e a campanha incentiva pisotear frutas nutritivas.
Apenas uma jaca é capaz de alimentar a cidade de Atibaia inteira e eles querem que eu enfie os pés dentro dela como se fosse hidroginástica?
E aí termina:
“Vai com tudo. De corpo e alma, da cabeça aos pés.”
Corpo e alma? Óbvia intolerância religiosa explícita.
E quem não acredita em alma? Está excluído?
Teria ela inventado o chinelo espírita?
Conclusão:
Se o slogan fosse mais abrangente como:
“Com os dois pés… ou com rodas, muletas, próteses, ou qualquer forma de seguir em frente.”
Ninguém ficaria de fora do privilégio de começar o ano com sorte.
Mas como foi feita, é a pior campanha já feita por um calçado de etileno vinil aetato.
Meu total repúdio a essa empresa que exclui a direita, os deficientes, quem não tem carro, os famintos e os ateus.
Ela merece apanhar no bumbum com o próprio produto. Espero que essa marca derreta como chinelo em asfalto quente e que vire apenas uma expressão popular pra convencer uma mulher a aparecer numa festa, tipo:
“Ah, vai Ana!”
Postei um vídeo sobre o assunto no meu instagram.