Servidores da educação carioca se posicionaram após parlamentar pedir a extinção da UERJ
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Servidores da educação carioca se posicionaram após parlamentar pedir a extinção da UERJ

O projeto apresentado pelo deputado bolsonarista Anderson Moraes (PSL) pedindo a extinção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ( UERJ ) foi recebido com indignação e revolta. O primeiro a rejeitá-lo foi o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) , André Ceciliano. Ele prometeu não dar andamento à iniciativa. "É inconstitucional e isso seria atribuição do Poder Executivo", diz Ceciliano.

OBSCURANTISMO

A comunidade acadêmica também ficou chocada com o que alguns chamaram de "negacionismo sobre a importância do saber e do conhecimento". O cientista político Pedro H. Villas Bôas Castelo Branco alerta que "todo movimento autoritário é fraco por não saber lidar com a diferença de pensamento, opinião, por isso flerta com as armas a violência. O bolsonarismo é caracterizado pelo ressentimento daqueles que não foram para a universidade ou não se sentiram reconhecidos".

Para o professor pesquisador do LPP/Uerj André Lázaro, um dos sentidos da proposta é o de "desqualificar a inteligência, ou seja, as práticas que demandam os rituais da inteligência da indicação do tempo, da busca da verdade. Atacar essas práticas é fazer do senso comum uma verdade única que impede o debate, tranca a reflexão em torno de valores morais conservadores". O professor Christian Lynch, do Iesp/Uerj, acredita que "quanto maior a bizarrice da proposta, mais destaque na imprensa. E ele não precisa trabalhar para ver aprovada a proposta, porque ela não é pra valer. É uma espécie de sensacionalismo eleitoral".

Já para a diretora da Faculdade de Formação de Professores da Uerj, Ana Santiago, "conhecer e desenvolver capacidade de criticar a realidade é fonte de poder e de liberdade. Querem uma população subserviente que aceite toda espécie de violências sem questionamentos". A discussão contra a universidade não é surpresa para o professor da Uerj Ignácio Cano. "Esse ataque do bolsonarismo à Uerj é absolutamente natural, porque o bolsonarismo é contrário à ciência, à universidade.

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É uma tentativa de se visibilizar politicamente dentro do movimento". O reitor da Uerj, Ricardo Lodi, acredita que “esses ataques da extrema-direita às universidades públicas fazem parte de uma estratégia relacionada à guerra cultural contra a ciência, baseada no irracionalismo, cujos resultados já são sentidos pela sociedade brasileira na sabotagem ao enfrentamento da Covid".

Município sem recursos

O prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, Paulo Sérgio Cyrillo (PRB), está desesperado. Além da pandemia, assumiu uma prefeitura quebrada. Para piorar a situação o Governo Federal está retendo o Fundo de Participação dos Municípios. Do valor acumulado que deveria ser repassado de Janeiro a Abril, no total R$ 8.496.954,70, o município só recebeu R$ 1. 186.171,74. A perda representa 31.78% de todos os impostos que município arrecadaria neste período.


Emergência climática

Projeto de lei protocolado pelo vereador William Siri (PSOL) quer reconhecimento de estado de emergência climática e estabelece metas de neutralização das emissões de gases de efeito estufa no Rio de Janeiro até 2050. Na justificativa, diz o vereador: "As tempestades e o aumento do nível do mar, devido à mudança climática, são um risco iminente às populações que vivem em zonas costeiras. E o município do Rio de Janeiro é, atualmente, o mais suscetível a sofrer os impactos das mudanças do clima no Estado, segundo estudo do Instituto Oswaldo Cruz".

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