Segundo estudo do Sebrae, 98% dos eventos foram cancelados de março a dezembro de 2020
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Segundo estudo do Sebrae, 98% dos eventos foram cancelados de março a dezembro de 2020

O setor de eventos do Rio de Janeiro e do Brasil está desesperado. O colapso nesta área, tão vital para a indústria do entretenimento e difusão de alegria, chegou antes mesmo da crise nos hospitais. A pandemia só agravou o que já estava difícil. São milhares de desempregados que totalizam quase 80 fábricas da Ford. Um estudo do Sebrae detectou que o setor de eventos teve um prejuízo de R$ 270 bilhões, de março a dezembro de 2020, devido ao descontrole no combate ao coronavírus. De acordo com o estudo, 98% dos eventos foram cancelados e mais de 600 mil empresas e dois milhões de MEI viram da noite para o dia os seus trabalhos desaparecerem. Também foi ressaltado que esse segmento representa 3% do PIB do país e que empresários apoiam projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados voltado para amparar esse segmento.

Futuro incerto

"Cerca de um terço das empresas fecharam suas portas", segundo pesquisa fechada em dezembro pelo instituto Data Sim. Nele, 536 empresas informaram que tiveram shows adiados e/ou cancelados naquela primeira semana de paralisação. Resultado: 81,2% das empresas tiveram eventos adiados; 77,4% registraram eventos cancelados. "Essas 536 empresas relataram que, naquela semana, foram afetados mais de 8 mil eventos, somando um público diretamente afetado de mais de 8 milhões de pessoas. E um prejuízo estimado, naquele momento, de R$ 483 milhões", diz o relatório. Já uma pesquisa do Sebrae Nacional realizada no ano passado revelou que 79% das empresas ouvidas no levantamento tomaram alguma medida em relação ao seu quadro de funcionários. Entre elas, 43,5% tiveram que dispensar seus empregados; 23,6% reduziram a carga horária de trabalho ou o salário dos empregados; e 7,8% fizeram rodízio entre os funcionários.

A busca por desaparecidos

Deputado Alexandre Knoploch e Jovita Belfort, mãe de Priscila Belfort
Divulgação
Deputado Alexandre Knoploch e Jovita Belfort, mãe de Priscila Belfort

O governador Cláudio Castro assinou a regulamentação do "Alerta Pri", o projeto de lei 9.182/21, de autoria do deputado estadual Alexandre Knoploch (PSL), em homenagem à Priscilla Belfort, que obriga as operadoras de telefonia a disparar mensagens de SMS e de aplicativos como WhatsApp, com informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos no Rio de Janeiro. Por dia, desaparecem de 20 a 25 pessoas no estado.

Portal da transparência

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro suspendeu a licitação de obras de pavimentação e drenagem na Avenida Autómovel Club, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, no valor de R$ 3.937.102,69. Segundo a Secretaria de Controle Externo, faltou a publicação do edital no portal da transparência, prejudicando que outras empresas disputassem a licitação.

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