Cláudio Castro quer tentar deixar problemas no passado
Reginaldo Pimenta/Agência O Dia
Cláudio Castro quer tentar deixar problemas no passado

Ao autorizar a abertura de inquérito contra o general Eduardo Pazuello, o titular da pasta da Saúde, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, criou uma situação política complicada para o Governo Federal e seus aliados. Ninguém está querendo ficar por perto. Nesta terça (26), um parlamentar do Rio, que defende os interesses do estado em Brasília, fez um comentário maldoso num almoço com colegas do Congresso sobre o estilo do governador fluminense Cláudio Castro. "Ele é negacionista, não resolve o problema da fila por leitos de UTI e, se continuar assim, o número de casos de Covid no Rio vai aumentar. Estou preocupado", disse ele. Talvez para evitar este rótulo, Castro tem publicado nas suas redes sociais postagens que mostram que ele não está "parado" e nem "hipnotizado pelo presidente Bolsonaro, de quem tanto admira". Ao contrário, ele estaria voando abaixo do radar.

#RetomadaRJ

O governador Cláudio Castro partiu para o ataque e escreveu: "Juntos conseguimos construir resultados, reposicionar o estado e enfrentar melhor os desafios na reconstrução do Rio de Janeiro. O diálogo nos permite envolver o RJ em uma série de ações positivas para criar um ambiente de negócios favorável ao investimento. A união entre setor privado e o poder público fortalece o alinhamento na criação de iniciativas para fomentar a economia fluminense". Agindo assim, pensa Castro, os problemas ficarão no passado e, quando a economia voltar, o Rio estará num patamar melhor.

O "vai, não vai" do auxílio emergencial

O presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes são contra a volta do auxílio emergencial. De qualquer maneira, o Congresso ainda vai se pronunciar. Na fila para votação em plenário tramita o projeto de lei 5650/20, de autoria do deputado federal Chiquinho Brazão (Avante-RJ), que prorroga o pagamento do auxílio emergencial com valor de R$ 600 até abril, como medida de enfrentamento à pandemia de covid-19.

O difícil caminho do impeachment

O sociólogo carioca Luiz Werneck Vianna, da PUC-Rio, um decano da profissão, acaba de escrever que a "rota do impeachment recém-descoberta como recurso de legítima defesa da sociedade ganha o caminho das ruas com as carreatas que proliferam e o adensamento da opinião pública em seu favor. Diante da miséria política do país, entretanto, nada garante a ela um final feliz".

Aumento do piso para enfermeiros

Movimento Gigantes da Enfermagem se reuniu, em Brasília, com deputados federais Leda Sadala (Avante-AP) e Luiz Carlos (PSDB-AP) para pedir apoio à votação de projeto de lei que visa estabelecer o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras.

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