Vacina
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Autoridades ainda não se entendem quanto a cronograma de vacinação

Por que o Rio de Janeiro assiste ao crescimento do número de infectados pela Covid-19? Existem três explicações dadas por especialistas consultados pela coluna: Primeiro, a bateção de cabeça entre as autoridades que não se entendem qual a melhor política a ser adotada no sentido de um programa comum de enfrentamento ao coronavírus. Isto está atrapalhando. Segundo, a incapacidade de atacar a doença nas primeiras 24 horas em que ela é percebida pelo paciente. E, finalmente, a perda de credibilidade dos governantes ao tentar liderar uma ampla mobilização pelo uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social. Principalmente exigir da população se fugir de aglomerações.

IDEIAS CONFLITANTES

Esta semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que não tomará a vacina contra a Covid-19 e ainda levantou suspeição sobre a sua eficácia. Ele defende que ela não seja de uso obrigatório. O prefeito Marcelo Crivella, que apoia o Governo Federal, vai em outro sentido: "Temos esperança por bons resultados das vacinas para conter a pandemia. Será ainda um momento de reflexão sobre um ano difícil, de luta, com lamentáveis perdas de tantas pessoas. E será também hora de dar graças a Deus pelas vidas salvas", disse. Mesmo diante de tantos óbitos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, surpreendeu ao dizer que não entende por que tanta expectativa para a chegada da vacina e, ele, que já havia anunciado que ela poderia ser aplicada ainda em dezembro, transferiu para o ano que vem a operação de logística, até porque nem existe vacina comprada. Isto também traz incerteza, afinal, qual será o cronograma oficial, já que nenhuma delas tiveram suas documentações apreciadas pela Anvisa, órgão regulador essencial para liberação do antídoto? Parte do governo combate o uso da vacina, embora, na última quarta-feira (16), o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, defendeu o oposto. Ele disse: "queremos baixar o número de mortos, priorizar os idosos e população prioritária, e, salvar vidas".

O governador Cláudio Castro tem procurado conduzir no sentido de não paralisar as ações econômicas. E já adiantou que não cogita lockdown. O problema é que sua posição não tem o apoio de 100% dos seus pares. O infectologista Edimilson Migowski, que desenvolve um tratamento exitoso em Volta Redonda, é um dos que defendem a mobilização do corpo médico para atender aos pacientes imediatamente que detectarem os primeiros sintomas. "Somos capazes de salvar 100% das pessoas que procuram ajuda nas primeiras 24 horas". Para isso, é fundamental que as autoridades responsáveis se entendam e remem para o mesmo sentido.

Mudança na liderança do Novo

O deputado estadual Alexandre Freitas é o novo líder da bancada do Partido Novo na Alerj. Ele assume o lugar que era do deputado Chicão Bulhões, que vai assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Desburocratização na prefeitura do Rio, na gestão de Eduardo Paes.

Autores perseguidos

Após o lançamento online da obra "Bolsonarismo: teoria e prática", organizada pelos professores Geraldo Tadeu Monteiro (Cebrad/UERJ) e Carlos Sávio Teixeira (LAI/UFF), sofrer ataque virtual de bolsonaristas, os organizadores pedem assinatura em abaixo-assinado e compartilhamento da nota de repúdio. Na ação, os militantes publicaram vídeos pornográficos para constranger quem acompanhava a live.

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