deficiência
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A cidade do Rio tem mais de 1,5 milhão de pessoas com deficiência

Dados obtidos pela pesquisa Oldiversity, realizada pelo Grupo Croma, mostra que 71% das pessoas com deficiência entrevistadas acreditam que as empresas têm preconceito em contratar PcDs e 32% já sofreram algum preconceito por apresentar deficiência. Para a vereadora Luciana Novaes (PT), que é tetraplégica e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal do Rio, as empresas deveriam olhar para a inclusão de PcDs no mercado de trabalho. "Acredito que a percepção das pessoas com deficiência é real. Existe, sim, uma falta de projetos das empresas e empreendedores visando a contratação e inclusão no mercado de trabalho das pessoas com deficiência. Por outro lado, atualmente o nosso governo não ajuda muito, ano passado por exemplo, encaminhou ao Congresso Nacional o PL 6.159/2019 que praticamente acaba com as cotas para pessoas com deficiência ou reabilitadas. É um momento complicado, e nós precisamos discutir e conscientizar a sociedade de que as pessoas com deficiência podem desempenhar papéis importantes e ajudar em nosso desenvolvimento econômico".

Na Câmara, a vereadora Tânia Bastos (Republicanos) também é outra interessada no assunto e acompanha a causa do autismo na cidade. "Quando jovens, raramente são absorvidos pelo mercado de trabalho, mesmo os que possuem habilidades especiais. É evidente que o preconceito impede que participem até dos processos seletivos. Mas precisamos que as empresas foquem no potencial de cada um, e não nas limitações. Já passou da hora de vivermos a inclusão de forma real na sociedade".

Se há barreiras para conseguir emprego, não é diferente quando a pessoa com deficiência é consumidora, já que nem todo estabelecimento é preparado para atendê-la, seja pela falta de acessibilidade ou pela precária quantidade de produtos e serviços voltados a esse público. Segundo o estudo Oldiversity, 63% dos entrevistados com deficiência acreditam que as marcas deveriam investir em lojas planejadas para PcDs. Além disso, o mesmo número de pessoas considera que as marcas deveriam investir em lançamento de produtos e serviços para pessoas com deficiência. Lojas e comércios sem rampas de acesso e banheiros adaptados para PcDS, chão sem sinalização e piso tátil para cegos, elevadores com mais espaço para cadeirantes, falta de audiodescrição são algumas das milhares de reclamações emitidas diariamente em sites como o Reclame Aqui.

De acordo com o último Censo do IBGE, de 2010, a cidade do Rio de Janeiro tem mais de 1,5 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência, ou seja, cerca de 25% da população carioca.

Vacinação contra covid-19 no estado

Os deputados estaduais votam nesta quarta-feira (16), na Alerj, projeto de lei de Flavio Serafini, que autoriza o governo do estado do Rio de Janeiro a comprar vacinas com eficácia comprovada contra covid-19, aprovadas pela Anvisa e não fornecidas pelo Programa Nacional de Imunizações.

Polêmica nos transportes

O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Dionísio Lins (Progressista), discordou do veto do governo federal ao projeto de lei que destinaria R$ 4 bilhões para as empresas de transporte público como ônibus, trem e metrô, devido a pandemia de coronavírus. Segundo ele, "se jogou um balde de água fria no setor e nos usuários do Rio de Janeiro".

Opção sem surpresas

O deputado Luiz Paulo que havia deixado o ninho tucano do PSDB e estava sem partido já havia decidido há meses se filiar ao Cidadania. Mas ele não considerava "ético" fazer a transição justamente em meio ao processo de impeachment do governador Wilson Witzel. Ao deixar para depois das eleições, ele entendeu que o seu o caminho político ficaria mais "suave".

Violência doméstica

Está em vigor a lei 8.967/2020 que obriga condomínios residenciais e comerciais a fixar cartazes destacando as frases: “Nós estamos de quarentena, os serviços de atendimento à mulher, não! Ouviu ou sofreu violência? Ligue 180. A violência está ocorrendo agora? Ligue 190”. A lei é de autoria da deputada estadual Mônica Francisco e ganhou o nome de Lei Condomínio 180.

Twittadas do Nuno

A ideia de se esperar 1 ano e 4 meses para imunizar a população causa frustração, preocupação e revolta. Em um país com dois centros de referência em pesquisa, Fiocruz e Butantan, e com um sistema já estruturado no quesito distribuição de vacina, como aceitar essa demora?

Não poderia ser diferente a decisão de cancelar as festas oficiais de réveillon no Rio. Sabemos do impacto na economia, mas a saúde encontra-se em colapso. Se os leitos já tivessem sido ampliados e não houvesse o fechamento dos hospitais de campanha, a realidade poderia ser outra.

Já falei aqui sobre a importância das sirenes e da prevenção em áreas de risco quando há chuva. Ontem o governador em exercício, Cláudio Castro, apresentou um plano estadual de contingência. Reativou sirenes e anunciou a instalação de mais 70. Merece reconhecimento!

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