Henrique Simonard é candidato do PCO à Prefeitura do Rio
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Henrique Simonard é candidato do PCO à Prefeitura do Rio

O candidato à prefeitura do Rio pelo PCO, Henrique Simonard, costuma ser muito crítico ao modelo político e financeiro adotado no país e no Rio de Janeiro. "Para resolver a questão financeira, uma das primeiras coisas é parar de pagar a dívida dos banqueiros. A gente tem como um dos principais meios de arrecadação não enviar recursos do Estado para pagar uma grande parte da dívida no Rio de Janeiro que a gente tem com os bancos. A gente tem que ver também a questão do emprego, que está atrelado com a economia. A gente tem um programa, por exemplo, neste momento, face ao desemprego, de lançar o programa de reivindicação de 35 horas de trabalho, ou seja, nosso lema é 'trabalhamos menos para que trabalhemos todos'. A gente reduz a carga horária do trabalhador e, para não perder a produtividade, a gente emprega mais gente, que é uma questão que resolve tanto para o pessoal que já está trabalhando como também para os desempregados. É uma das questões principais para a gente pensar nesse momento. Por último, a gente tem também a questão da tributação da cidade, que também é o mesmo programa para todo o país, que é a questão de a gente fazer imposto somente sobre o lucro. Tirar imposto sobre consumo, imposto sobre moradia, que são questões essenciais da vida do cidadão. E a gente botar imposto para quem realmente tem capacidade de contribuir e quem realmente a gente tem que taxar que é o grande capital, que é onde está a maior parte do dinheiro. Então, a gente tem essa proposta, essa reivindicação do imposto progressivo sobre o lucro".

Realista, Simonard não vendeu ilusões aos eleitores. "Seria muito estranho da minha parte e do PCO como um todo, a gente chegar aqui e falar 'se eu for eleito, vou fazer tal e tal coisa'. Somos um partido que vemos a política de uma maneira muito concreta e a gente sabe que a gente está em último nas pesquisas por vários fatores, em vários lugares a gente está em último. Seja pelo caráter antidemocrático que as eleições estão tendo esse ano, o PCO não vai ter tempo de televisão. Seja pelo controle que o TSE tem sobre as eleições. Então, não adianta a gente chegar e querer enganar a população dizendo 'se o PCO for eleito, o mundo vai mudar', sendo que… e aí? Se a gente não for eleito? A gente não tem proposta? Pelo contrário. A gente lançou o maior número de candidatos possível no maior número de cidades. A gente lança essas candidaturas para divulgar o programa do PCO, divulgar as nossas reivindicações".

Candidata a vice é vítima de fraude

A candidata a vice do Novo, Giselle Gomes, descobriu que alguém fez um clone do WhatsApp dela e saiu pedindo dinheiro para a campanha de Fred Luz, o cabeça da chapa à prefeitura do Rio. Ela registrou queixa na delegacia de crimes de informática e gravou um vídeo alertando que na campanha do Fred tem uma vaquinha e a conta é a oficial da campanha e não de uma pessoa física.

Arrecadação de multas

De olho no orçamento municipal, a vereadora Teresa Bergher descobriu que caiu em 42% a previsão de arrecadação com as multas para 2021. De acordo com o projeto de lei orçamentária anual enviado à Câmara, a prefeitura vai arrecadar no ano que vem R$ 177,1 milhões com as multas. São R$ 128,1 milhões a menos do que os R$ 305,3 milhões previstos para 2020, que também não vão se concretizar. Até agora, somente R$ 94 milhões (31% do previsto) foram arrecadados.

Twittadas do Nuno

Quem sair de casa fim de semana provavelmente viverá o clima das eleições nas ruas. Aproveite e conheça melhor os candidatos a vereador. Muito se fala dos prefeitos, mas a escolha consciente de bons vereadores fará toda a diferença no seu bairro e na cidade.

Licitação para reforço estrutural das obras do metrô da Gávea, no valor de R$ 70 milhões, foi anunciada pelo Governo do Rio. Um Estado falido, sem caixa, investindo em algo sem previsão de inauguração. O que lhe parece?

Quando concorreu a vereador, em 2016, o advogado Carlos Francisco Portinho obteve 7.000 votos e não se elegeu. Agora, assumirá no Senado a vaga aberta com a morte de Arolde de Oliveira — de quem era suplente. Que ele faça um bom trabalho e deixe uma marca positiva para o Rio.

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