Papaki reposiciona marca com Propeg após reunir 22 empresas

Conceito "Produtora de Produtoras" traduz holding que vai de produtoras de publicidade a IA, revista ELLE e agência de talentos

Com identidade criada pela Propeg, Papaki reforça novo momento de expansão e se posiciona como “Produtora de Produtoras”
Foto: Foto: Divulgação
Com identidade criada pela Propeg, Papaki reforça novo momento de expansão e se posiciona como “Produtora de Produtoras”

Em um mercado audiovisual no qual produtoras deixaram de disputar espaço apenas pela capacidade de produzir filmes, ter escala e reunir diferentes especialidades passou a ser uma vantagem competitiva. O Grupo Papaki entra nessa disputa com uma mudança que vai além da identidade visual: após duas décadas de atuação, a holding reposiciona sua marca para acompanhar a expansão do próprio negócio.

O novo conceito, "Produtora de Produtoras", foi desenvolvido pela Propeg e procura traduzir uma estrutura que hoje reúne 22 empresas . São 10 produtoras voltadas à publicidade, além de operações em áudio, consultoria de marketing, agência de talentos, pós-produção, entretenimento, editorial, serviços e inteligência artificial. O grupo também opera a revista ELLE no Brasil .

Desafio do rebranding: crescer sem perder foco

A questão central de um movimento como esse não está apenas em criar uma identidade mais contemporânea. Está em tornar compreensível uma arquitetura empresarial que ficou maior e mais complexa do que a marca original conseguia comunicar. Quando uma holding passa a reunir negócios tão distintos, existe o risco de o crescimento gerar dispersão na percepção do mercado.

É nesse ponto que o rebranding ganha função estratégica. A Propeg partiu de um elemento associado diretamente ao audiovisual — as proporções de uma tela — para construir a nova identidade . A escolha transforma uma característica técnica em recurso de marca e, ao mesmo tempo, procura representar o papel da Papaki como plataforma que conecta produtoras, talentos e diferentes soluções criativas.

"Produtora de Produtoras"

O desafio é particularmente relevante diante da transformação do próprio setor. Publicidade, entretenimento, influência, eventos, conteúdo e tecnologia passaram a compartilhar profissionais, formatos e oportunidades. Para os clientes, a fronteira entre uma produtora tradicional e uma estrutura capaz de entregar diferentes soluções criativas ficou menos evidente.


O conceito de "Produtora de Produtoras" tenta justamente ocupar esse espaço. Em vez de apresentar a Papaki como mais uma empresa de produção, a holding passa a comunicar uma função de articulação. A proposta é mostrar que suas diferentes operações podem trabalhar de maneira integrada, de forma a ampliar as possibilidades de entrega para marcas e agências.

Competitiva no novo ciclo de crescimento

Para uma empresa que inicia um novo ciclo de crescimento, essa clareza pode ser tão importante quanto a expansão física do negócio. Uma arquitetura de marca eficiente precisa ajudar clientes, parceiros e talentos a entenderem rapidamente o que está por trás da holding — e, principalmente, por que essa estrutura é relevante para eles.


O caso da Papaki mostra uma questão que deve ganhar importância entre empresas criativas: quando o negócio muda, a marca precisa acompanhar. Mas não basta trocar o logotipo. O rebranding só se torna estratégico quando consegue organizar uma história empresarial que já existe e transformar complexidade em uma proposta de valor compreensível.

Para líderes de marketing e negócios, fica uma reflexão prática: antes de perguntar se uma nova identidade é mais bonita ou moderna, é preciso entender se ela explica melhor o negócio. Em mercados cada vez mais fragmentados, talvez a maior função de uma marca seja justamente essa — dar sentido à expansão sem perder a origem que construiu sua credibilidade.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG