Governador do Maranhão, Flávio Dino
Agência Brasil
Governador do Maranhão, Flávio Dino

A desfiliação de nomes importantes do PCdoB e PSOL nos últimos dois anos rumo a partidos de centro evidenciam o enfraquecimento da ‘esquerda raiz’ na qual forjaram seus mandatos. 

Fazem por sobrevivência política em tempos nos quais a ideologia é tão criticada na sociedade, que inviabiliza projetos eleitorais majoritários desses expoentes. 

Eles almejam palácios estaduais, e os partidos anteriores não lhes garantiriam chances na disputa com discurso aguerrido de estatização e resistência contra o sistema.

É o caso da saída, do PCdoB, de Aldo Rebelo (hoje no PSB) – depois de 40 anos no partido – e do governador do Maranhão, Flávio Dino, rumo ao PSB este ano. O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), também deixou os colegas comunistas ano passado. 

A filiação do deputado federal Marcelo Freixo (RJ) ao PSB deixou o PSOL carioca sem expoente nacional. Ele segue a estratégia do senador Randolfe Rodrigues (AP), co-fundador do PSOL, hoje no Rede Sustentabilidade.

Embora o PSB ainda avalie cenários, a chegada de Dino ao PSB reforça o projeto de um grupo que quer vê-lo vice na chapa presidencial de Lula da Silva. Falta o Barba aceitar.

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