Aeroportos
Agência Brasil
Falta de fiscalização em aeroportos contra coronavírus

A falta de pessoal e equipamentos para fiscalização nos portos e aeroportos é uma prova da incompetência da vigilância sanitária do Brasil – que não vem só deste Governo.

Diante do alerta mundial sobre o coronavírus, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem gente para triagem nos aeroportos, deixa sob responsabilidade das companhias aéreas e do cidadão o seu serviço: o passageiro que desembarca no Brasil, vindo da China, Itália, ou outros países onde há surto, deve se “auto-declarar” suspeito, se tiver sintomas de febre ou mal-estar.

Procurada, a Anvisa ainda não se manifestou.

Os passageiros de voos de 16 países são orientados, antes da aterrissagem, a buscar um agente sanitário se estiver com febre, entre outros sintomas.

Há dias congressistas já cobram o Ministério da Saúde e Anvisa uma triagem nos terminais – cujos trabalhos não são feitos mais pela madrugada, horário de muitos desembarques nos portos e aeroportos.

Segundo dados dos terminais em mãos do Governo, chegam, em média, mil pessoas por dia vindos da Itália apenas nos aeroportos de São Paulo (Cumbica e Viracopos). O país europeu, onde há uma das maiores colônias de Brasileiros, vive surto no Norte.

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