O Papai Noel do presidente Jair Bolsonaro despejou no Diário Oficial um saco de regras para acabar com o domínio do PT, PCdoB e PSOL nas reitorias das universidades federais e institutos federais de ensino.

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Agência Brasil
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Sem alarde, a Medida Provisória 914, forjada no gabinete do ministro da Educação, Abraham Weintraub, determina eleição para lista tríplice a ser remetida ao presidente da República, para escolha do reitor.

Além disso, todos docentes, alunos e funcionários terão peso único no voto direto. Hoje, o processo é por consulta a docentes e servidores, e dá peso de 70% no processo aos votos dos professores, o que privilegia escolhas de nomes ligados a sindicatos – todos eles dominados por partidos de esquerda.

Até hoje, na maioria dos casos das listas sob consulta que chegam ao presidente, todos os candidatos reitores são professores ligados a sindicatos e partidos, o que deixa o MEC refém de movimentos políticos no ensino superior.

Outra determinação importante é que apenas doutores poderão ser reitores. Muitas universidades federais e institutos ainda estão sob controle de mestres do PT e PSOL.

O novo processo decidido na MP pluraliza (com voto do aluno) e democratiza a escolha dos candidatos da lista tríplice. É estratégia de Bolsonaro de despolitizar as reitorias.

Quando assumiu após impeachment de Dilma Rousseff, o presidente Michel Temer enfrentou greve por meses, na maioria das federais controladas pelos partidos de oposição. Quem perdeu foi o aluno. E os professores mantiveram os salários.

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