
O impacto sobre a agricultura das mudanças climáticas se acentuou neste verão no hemisfério norte. A guerra no Irã aumentou o risco de falta de fertilizantes inclusive no Brasil.
A segurança alimentar se vê portanto ameaçada de forma crescente. Centenas de milhões de pessoas podem ter problemas de segurança alimentar segundo a FAO.
A região do golfo pérsico e responsável por cerca de um terço das exportações de fertilizantes e de enxofre . O fechamento do estreito de Ormuz afeta não só o suprimento de energia mas é um choque sistêmico para o conjunto da agricultura mundial.
Os rios Tâmisa e Po registraram neste verão a maior baixa em 34 anos . Os rios Sena, Reno e Danúbio enfrentaram o mesmo problema nesse período dificultando a navegação fluvial e afetando a economia em geral.
A baixa da produção de milho neste ano na França chega a 35 por cento em razão das mudanças climáticas. Os negacionistas insistem em minimizar ou ignorar esses fatos que contribuem para a destruição da natureza. Na Bélgica a redução na produção de cereais chegará neste ano a trinta por cento. O conflito na Ucrânia agrava esse quadro assim como a guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã que se prolonga faz oito meses sem perspectivas de solução no curto prazo.
Em ambos os casos a diplomacia não está funcionando e esses conflitos continuam a impactar a segurança alimentar mundial além da energética gerando aumento do custo de vida. Antes da guerra a Ucrânia fornecia cerca de metade dos cereais importados pela Europa e um quarto das importações de aves junto com a Rússia. Sem falar do trigo, aveia e lúpulo.
Um terço das importações mundiais de ureia vinha do golfo perspectivas assim como o enxofrares como já foi enfatizado e assim a produção mundial de fertilizantes se viu seriamente afetada atingindo o Brasil mas também os Estados Unidos os maiores produtores mundiais no domínio agrícola.
