Lula (E) e Donald Trump (D)
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Lula (E) e Donald Trump (D)

Houve um alívio coletivo ao se ver que em um anexo centenas de produtos brasileiros haviam sido isentados da tarifação de Trump.
Foram boas as razões para esse alívio comercial pois em caso oposto teríamos de enfrentar um forte embargo comercial que traria ônus pesado em nossa economia tanto em emprego quanto em renda.

O governo de Washington havia evitado quaisquer tratativas tarifárias com o Brasil apesar dos esforços de nossas autoridades mas felizmente os lobbies norte-americanos interessados trabalharam em silêncio e tiveram êxito para evitar prejuízos importantes que eles também sofreriam em razão da punição tarifária.

Esses lobbies usaram o conhecimento da personagem Trump, megalomaníaco e arrogante , e de seu comportamento nessa área ou seja ele canta primeiro de galo e depois volta atrás. O uso ilegal de leis de exceção por Washington se multiplica e agora será a vez da Índia com 25 por cento e por ser membro do Brics como é o caso do Brasil.

Os Brics são o novo alvo de Trump até encontrar um outro inimigo. Trump invoca de forma ditatorial uma emergência nacional para driblar a Constituição que obriga o governo norte-americano a submetido ao Congresso as medidas de política externa e tarifárias mas não o faz e não há reação. Ao burlar a lei ele demonstra o seu desprezo pelo Congresso nacional .

Daí que o decreto afirma de forma absurda que as ações do Brasil ameacam a segurança nacional, a política externa e a segurança dos Estados Unidos. Mas ainda estão ameaçados produtos de importância para nós como café, carne bovina, pescados , frutas, armas e móveis de madeira dentre outros.

Para alguns deles a solução poderia vir com um decreto de alcance geral abrangendo todos os fornecedores do mundo e em especial para o café e as frutas em que não há produção local. Os demais vão demandar providências específicas que devem ser buscadas por meio de negociação dos governos e das empresas interessadas nos dois países . Nesse sentido são relevantes as declarações construtivas de Alckmin, Haddad e Vieira.

Sem esquecer o tema das big techs . O momento agora e de calma e ponderação sem retaliação agressiva com bom senso e profissionalismo diplomáticos para evitar gestos precipitados e negativos pois devemos deixar para Trump o uso da bazófia.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal iG

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