Embaixador Cesário Melantonio Neto
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Embaixador Cesário Melantonio Neto

O projeto de destruição do Brasil, em todos os setores, virou uma política de Estado com o atual desgoverno.

Na Saúde aparelhou o Ministério com militares e negacionistas profissionais que tentaram sabotar uma tradição de imunização.

Na Educação foram criados obstáculos para a digitalização das escolas.

A equipe técnica dessa pasta foi substituída por amadores e fanáticos ideológicos.

Os investimentos na Ciência foram arruinados provocando uma fuga de talentos para o exterior. Tamanho retrocesso vai comprometer pelo menos uma geração de brasileiros.

Na Economia, esse projeto megalômano e autoritário desorganizou cadeias produtivas, afastou investidores e fez o Brasil retornar a índices que pareciam superados.

O dólar disparou para 5,60 reais e a inflação chegou a 10,06 por cento no ano passado, reduzindo o poder de compra e desorganizando orçamentos das famílias brasileiras.

O desemprego atingiu o número recorde de 14, 8 milhões de trabalhadores. A Selic voltou aos dois dígitos e deve permanecer nesse patamar, pelo menos, até 2023.

O teto de gastos virou letra morta, liberando as contas públicas para uma farra de gastos eleitoreiros.

A loucura com as contas públicas e o populismo fiscal assombrarão a população brasileira por muitos anos.

O calote oficial for institucionalizado e aumentou a insegurança jurídica, um dos pilares do custo Brasil.

Esse colapso criará uma dívida pública que pode chegar à cifra de 900 bilhões de reais.

As mazelas do desgoverno nas contas do setor elétrico deixarão uma bomba inflacionária com um passivo de 140 bilhões de reais a ser repassado aos consumidores em 2023.

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A próxima gestão terá de lidar com essa disparada nas contas de luz.

O desgoverno está jogando os problemas para baixo do tapete, com fins eleitorais, e deixando a bomba para a próxima administração.

A conta de luz já aumentou 35 por cento desde janeiro de 20 19 quase duas vezes a inflação medida pelo IPCA.

No final do ano passado a proporção, de brasileiros endividados bateu o recorde de 76,3 por cento.

Essa política de terra arrasada, em todos os setores, vai continuar neste ano. Estes três últimos anos têm sido marcado pelo aumento da pobreza e da fome com cenas horríveis de brasileiros e brasileiras disputando ossos em caminhões no país do Agronegócio.

A insensibilidade social deste desgoverno é clara e foi eliminada a necessidade de frequência escolar e de vacinação obrigatória das crianças.

Vivemos um regresso ao tempo do coronelismo e do cabresto sem um programa de erradicação de miséria.

No meio ambiente o desmanche foi total com as queimadas calcinando a imagem internacional do Brasil sem falar na desmontagem de nossa política externa nos relegando à condição de pária internacional

O desgoverno patrocinou abertamente grileiros, madeireiros e garimpeiros ilegais destruindo a nossa própria natureza de forme proposital.

O resultado foi maior desmatamento amazônico em 14 anos com expansão de 29 por cento apenas em 2021.

A devastação da Amazônia está mudando o regime de chuvas, o que causará prejuízos bilionários ao Agronegócio.

A resposta a essa série enorme de descalabros será dada, em outubro próximo, pelas urnas.

Cedo ou tarde a verdade acaba sempre por impor-se, ou como disse Aldous Huxley, os fatos não deixam de existir porque eles são ignorados.

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