
Decisões tomadas nesta semana pelos dois comandantes do TSE, os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente, presidente e vice da corte, estão intrigando boa parte dos analistas políticos e do eleitorado.
As suspeitas é de que ambos na hora de julgar andam colocando suas preferências políticas à frente da necessária isenção, condição indispsensável (sine qua non) para manter o equilíbrio da disputa eleitoral.
Assim, se ontem (13/10), foi a vez de Nunes Marques mandar retirar novamente do ar o canal de WhatsApp "Exército de Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), hoje (14), foi a vez de André Mendonça, o vice dele no TSE, entrar em campo.
Numa canetada ele determinou que Janones retirasse do Instagram, em até três horas, um vídeo no qual afirma que, caso vença a eleição, Flávio vai reduzir o valor das aposentadorias.
A ordem do ministro atendeu a um pedido da campanha de Flávio e será submetida ao plenário da corte eleitoral.
Exército de Lula
Da mesma forma, a suspensão do canal "Exército de Lula" gerou desentendimento entre os integrantes do TSE e provocou perplexidade na coordenação da equipe de Lula.
O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, já tinha revertido a suspensão anterior por considerar insuficientes as provas apresentadas.
Ele defende que o caso seja levado com urgência ao plenário, tendo em vista a sucessão de decisões individuais e da proximidade do segundo turno.
Dois pesos e duas medidas
Enquanto o time de Lula enfrenta os atacantes extras, a “Tropa do Flávio”, canal de mobilização ligado à campanha de Flávio Bolsonaro, continua funcionando livremente, sem ser importunado, o que reforça as suspeitas dos eleitores e analistas.
Como não é difícil de entender, nessa altura do campeonato quando o que está em jogo é o cargo mais alto da República, qualquer interferência gera ruídos entre os eleitores e consequências que podem significar a vitória de um ou a derrota do outro candidato.