
Se a eleição presidencial fosse uma final de campeonato de futebol, o que diria o VAR sobre a atuação do juiz do jogo que apitasse favorecendo um dos dois lados, no caso o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques?
Ele seria impedido de continuar apitando a partida ou seguiria livre para atuar como um 12º jogador e interferir desleamente no resultado da partida e do campeonato?
Reportagem do insuspeito jornal O Globo relata críticas direcionadas Nunes Marques, por interferir no jogo eleitoral, executando jogadas regimentais destinadas a favorecer o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Entre outras jogadas desleais, Nunes Marques utilizou pedidos de destaque visando suspender e retirar do plenário virtual três julgamentos que tinham placar desfavorável de 5 votos a 1 contra o bolsonarista.
Os processos avaliavam a remoção de vídeos da campanha de Flávio que atacavam e prejudicavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseminando fake news.
Com a interrupção determinada pelo presidente do TSE, os julgamentos terão de ser reiniciados do zero em sessões presenciais, sem data definida, o que assegura que as publicações contestadas continuem sendo divulgadas livremente até que sua excelência decida o "melhor" dia para julgar os vídeos.
Lamentável que nesse caso, bem ilustrativo, no qual o que está está em jogo é coisa infinitamente maior do que o resultado de uma mera partida de futebol, não exista a possibilidade de chamar o VAR, ou coisa que o valha.
Assim, como interromper tais jogadas desleais para que elas não prossigam sem punição e acabem interferindo no resultdo do jogo?
Com @TheodorCarvalho