
Em meio à polêmica criada em torno do debate presidencial que não houve na TV Globo, o ministro Flávio Dino a onda de ataques machistas disparados contra a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
que proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o programa na emisssora.
"Por que a decisão judicial da única mulher (ministra Estela) é mais atacada do que a decisão dos dois homens (ministros Kassio e Gilmar)? [...] a ministra Estela tratou sobre a existência ou não de uma cadeira vazia no cenário. Vale refletir", afirmou.
Ao defender os colegas magistrados, Dino afirmou que decisões judiciais sobre regras eleitorais fazem parte do funcionamento das democracias.
As defesas foram publicadas no seu Instagram. Ele cita episódios ocorridos nos Estados Unidos e no Brasil para sustentar que a judicialização de disputas eleitorais não representa, por si só, uma anormalidade institucional.
“É inerente ao princípio da separação de Poderes a Justiça ser acionada para solucionar controvérsias. É sua função. E, de forma independente, em todos os países democráticos, magistradas e magistrados cumprem seu dever”, escreveu Dino.
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