
Faltando pouco mais de seis semanas para a realização do primeiro turno das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reuniu mais de 100 diplomatas (86 embaixadores e encarregados de embaixada) na sede da corte eleitoral nesta segunda-feira (17) para apresentar detalhes do sistema de votação brasileiro, que tem sido alvo de críticas e suspeitas do governo dos Estados Unidos, alimentadas por bolsonaristas próximos a Donald Trump.
Nunes Marques defendeu a lisura do processo eleitoral, destacando a contribuição das urnas eletrônicas na consolidação da democracia brasileira - um mecanismo de votação ágil e transparente, que completará 30 anos de existência no próximo dia 4 de outubro, data da realização do primeiro turno das eleições de 2026.
Ele também falou sobre a estrutura montada pelo TSE e a segurança mobilizada para garantir a tranquilidade das eleições deste ano, tanto nas seções de votação onde comparecerão os eleitores, quanto no ambiente virtual da internet, com o emprego de medidas contra a propagação de fake news (notícias falsas) e deepfakes - técnica de inteligência artificial que cria ou altera vídeos, áudios e imagens de forma realista.
O ministro disse que 560.011 urnas eletrônicas serão distribuídas em 2.641 zonas eleitorais, subdivididas em 497.631 seções eleitorais em todos os 5.571 municípios brasileiros e em 1.353 seções eleitorais no exterior, num total de 498.984 seções.
Uma operação com uma "estrutura gigantesca", que contará com o trabalho de cerca de 2 milhões de mesários voluntários.
Segundo ele, o Brasil se tornou, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições, por ter criado um processo de votação rápido, transparente e seguro.
Portas abertas
Nunes Marques disse que o TSE estará de portas abertas para os observadores internacionais que tiverem interesse em acompanhar o processo eleitoral - desde a preparação das urnas até o fechamento das seções eleitorais com a totalização dos votos.
Ele também disse que já há acordos firmados com representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia (UE), Parlamento do Mercosul (Parlasul), União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Liga dos Estados Árabes.