
A indicação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice de Flávio Bolsonaro ( PL-RJ) tem o potencial de explodir não apenas as suas pretenções de chegar à vice-presidência, mas a de desgastar a disputa presidencial da própria chapa bolsonarista, ao ponto de implodi-la.
Desde que o seu nome foi anunciado por Flávio Bolsonaro na quarta-feira (5) voltaram a circular fortemente denúncias contra Gaspar.
Ele é alvo de investigações no Supremo Tribunal Federa l (STF) por suposto estupro de vulnerável (uma adolescente de 13 anos, à época que teria ocorrido o crime) e tentativa de suborno de familiares da vítima.
O processo criminal está sob o mando do ministro Gilmar Mendes, decano da Corte.
O caso veio à tona em março deste ano durante a CPMI do INSS no Congresso, da qual Gaspar era o relator, por meio de denúncias feitas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que levaram a Polícia Federal (PF) a abrir investigações, ainda em andamento.
Gaspar nega as denúncias.
Mesmo assim, o ministro acionou a Procuradoria Geral da República (PGR) solicitando análise do caso. O órgão determinou novas diligências.
Emendas parlamentares
Além da acusação de estupro, o parlamentar já foi investigado no Tribunal de Contas da União (TCU), por supostas irregularidades relacionadas ao repasse de a emendas parlamentares.
O TCU apurou suspeitas relacionadas ao repasse de cerca de R$ 6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José da Laje, em Alagoas. O caso, posteriormente, foi arquivado pela PGR.