O ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta quarta-feira (3) durante evento na Itália, que o plano para assassinar autoridades brasileiras "ao que tudo indica", contou "com o beneplácito" do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o propósito de se manter no poder.
"Ao que tudo indica, com o beneplácito do presidente da República", afirmou o decano, enquanto detalhava que o plano envolvia ações coordenadas para tomar o poder, incluindo a detenção e assassinato de autoridades, disse Gilmar.
Batizado com o nome "Punhal Verde Amarelo", o plano é investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR) no âmbito da trama golpista.
Ele previa o monitoramento e assassinato do ministro do STF Alexandre de Moraes, além da eliminação do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
O general da reserva Mário Fernandes, ex-secretário da Presidência da Republica no governo Bolsonaro e um dos seis réus do Núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado, confessou ter sido o autor do plano.
A fala de Gilmar Mendes chamou ainda mais a atenção porque o evento, que discutia a relação entre o Brasil e a Itália no contexto da Justiça e da democracia, por coincidir com o julgamento da tentativa de golpe de Estado realizado esta semana pela Primeira Turma do STF, segundo matéria da Folha de S. Paulo.