À véspera do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete integrantes do Núcleo 1, acusados de tramarem um golpe de Estado, pairam algumas dúvidas e uma certeza sobre o seu desfecho.
A certeza é de que o ex-presidente será condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena elevada, superior a 30 anos de prisão, incialmente, em regime fechado.
Sobre esse resultado, há consenso entre a maioria dos juristas e até mesmo entre aliados e apoiadores de Bolsonaro.
A própria defesa do ex-presidente já estaria trabalhando para enfrentar o "day after" da condenação, recorrendo da decisão do STF junto ao Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia (Países Baixos).
Entre as dúvidas, estão o tamanho das penas que caberá a cada um dos demais réus, se o tenente-coronel Mauro Cid colherá os frutos de sua delação e, finalmente, se algum deles (como o general Augusto Heleno) poderia ser absolvido.
Outras dúvidas dizem respeito a uma possível reação do governo de Donald Trump, que tem agredido a soberania do Brasil, chantageando e ameaçando o país, afirmando que o ex-presidente, seu aliado, tem sido alvo de uma caça às bruxas e vítima de perseguição política.
Haverá de fato alguma reação do presidente dos Estados Unidos?
Se sim, o que Trump poderá fazer?
Impor mais sanções econômicas ao Brasil, a exemplo do tarifaço de 50% já aplicado sobre produtos brasileiros exportados para os EUA?
Cassar os vistos de mais ministros do STF, a exemplo do que já fez com Alexandre de Moraes, relator da ação de Bolsonaro na Primeira Turma, e com outros sete ministros da Corte, considerados aliados de Moraes?
Aplicar a Lei Magnitsky, em quem mais, além de Alexandre de Moraes?
Quais seriam as autoridades brasileiras que poderiam ser alvo da fúria estadunindese diante do resultado adverso do julgamento?
E se não for nenhuma dessas aslternativas?
O que mais Trump poderia fazer?
Qual seria a surpresa que ele estaria preparando?
Desviar seus navios e submarino de guerra atracados no Caribe a fim de intimidar a Venezuela, para a costa brasileira, a exemplo do que os EUA fizeram em 1964, em apoio ao Golpe Militar?