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Gustavo Raniere/MF - 12.7.17
Henrique Meirelles tem alta rejeição entre os eleitores brasileiros


Ministro da Fazenda do Governo de Michel Temer – que tem colocado a economia nos eixos – ex-presidente do Banco Central nas gestões Lula da Silva – que trouxe estabilidade – e maior nome de credibilidade do Brasil no exterior, Henrique Meirelles está longe, hoje, de cair no gosto eleitoral popular, apesar de pré-lançado pelo PSD a candidato a presidente da República.

Uma sondagem nacional da Paraná Pesquisas solicitada pela Coluna revela que Henrique Meirelles tem alta rejeição popular: 41,1% dos entrevistados responderam que “não votaria nele de jeito nenhum”. Apenas 2,4% “com certeza votaria nele para presidente do Brasil” e 12,3% responderam que “poderia votar nele para presidente”.

A despeito da rejeição, é alto também o número de indecisos e dos que responderam que “ainda é cedo para opinar”, índice que chega a 44,2% - e que pode se tornar um trunfo para o pré-candidato, que ainda não se declarou para o seu partido se lança seu nome na disputa.

A alta rejeição pode estar ligada ao fato de Meirelles, atualmente, ser um dos principais ministros do Governo de Michel Temer, um dos mais impopulares que o País já teve. De acordo com outra pesquisa da Paraná, divulgada semana passada, Temer tem apenas 15,4% de aprovação, e a massa - 81,3% - o reprova.

Outro dado que pode pesar contra Meirelles nesse cenário é o fato de ter sido por mais de um ano o CEO mundial da holding J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, com a imagem muito desgastada. Embora Meirelles não tenha nenhum vínculo com as denúncias na Justiça contra a dupla e não seja foco no noticiário.

Desafios

Os números são um desafio para o PSD, que tem Meirelles como seu principal coringa e quer trabalhar sua imagem nacional. Não são apenas o desgaste do Governo e a ligação com os irmãos Batista o obstáculo. Apesar do perfil de bom gestor e técnico, e da credibilidade nacional e internacional junto ao mercado e empresariado, os números da Paraná demonstram que a rejeição vem da própria classe média e das regiões onde ele é mais conhecido.

Segundo a Paraná, 1.523 entrevistados estão no mercado de trabalho (PEA – População Economicamente Ativa), e 653 ouvidos são não-PEA (em sua maioria desocupados, desempregados ou do lar). O que chama a atenção também é o recorte por escolaridade e perfil econômico. Vem dos entrevistados com ensino superior a segunda maior rejeição: 40,8% (e 3,5% votariam nele com certeza; 19,9% disseram que poderiam votar). O índice de rejeição é um pouco maior (43,4%) entre os com ensino médio. Destes, 1,4% votariam nele com certeza, e 11,3% poderiam votar em Meirelles.

Nos índices de PEA e Não-PEA, outro dado que vai contra Meirelles: 42,8% dos entrevistados com ocupação no mercado não votaria nele de jeito nenhum, 11,9% poderiam votar e 2,6% com certeza votariam. A respeito da escolaridade, no universo da pesquisa, 1.741 (80%) têm até o ensino médio, e 435 (20%) têm ensino superior.

Se por um lado a alta rejeição em todos os quadros é desanimador para o ministro presidenciável, os números dos indecisos podem ser um alento, hoje, para o PSD sobre o seu nome. Nesses dois recortes, é alto também o índice dos que “Não sabe / Ainda é cedo para opinar”: Ensino Fundamental (48,8%), Ensino Médio (43,9%) e Ensino Superior (35,8%) no recorte da escolaridade. PEA (42,8%) e Não-PEA (46,8%) no recorte do perfil econômico.

Mais perfis

Há recortes também por votos de Homens e Mulheres, por faixa etária e por Regiões do País (veja no quadro abaixo). Os dados não diferem muito dos supracitados.

A pesquisa

A grande maioria dos entrevistados é da região Sudeste (936 pessoas, ou 43%). As regiões Nordeste (588), Sul (324) e Centro-Oeste + Norte (328) responderam por 27%, 15% e 15% do cenário avaliado, respectivamente.

Foram ouvidos na pesquisa online da Paraná 2.176 brasileiros (1.044 homens e 1.132 mulheres), entre os dias 19 e 22 de setembro, representantes de todas as faixas etária e das cinco regiões do País (veja detalhes da pesquisa no Quadro abaixo). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi solicitada pela Coluna há oito dias. 

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